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Exportações do agro paulista crescem 8,9% no primeiro semestre e seguram balança comercial de SP

Complexo sucroalcoleiro lidera embarques no período, com participação de 37%

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 11 de julho de 2024 às 11h41.

Última atualização em 11 de julho de 2024 às 15h58.

As exportações do agronegócio paulista registraram alta anual de 8,9% no primeiro semestre de 2024, alcançando US$ 14,00 bilhões. As importações cresceram 7,3% no período, totalizando US$ 2,78 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 11,22 bilhões, aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2023, mostra o levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, divulgado nesta quinta-feira, 11.

De acordo com o estudo, a participação das exportações do agronegócio no total do estado no acumulado de janeiro a junho de 2024 foi de 42,2%, enquanto a participação das importações setoriais foi de 7,7%.

Por outro lado, na análise dos resultados de junho deste ano em comparação com o mesmo período de 2023, houve uma redução de 16,2% nos embarques do agronegócio paulista, impactados pela queda de 26% nas vendas de soja em grão, acompanhado pelo recuo de 36% de açúcar e 18% na carne bovina. Em contrapartida, houve aumento nos valores de suco de laranja (55%), café verde (45%) e celulose (104%).

“Vemos mais uma vez o agro sendo o principal indutor de desenvolvimento econômico e social de nosso Estado. Os dados, para além dos superávits da balança ou crescimento do PIB Paulista, vem destacando o agronegócio como um grande transformador da realidade das cidades do interior de São Paulo, diz Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Complexo sucroalcooleiro lidera no 1º semestre

No primeiro semestre de 2024, o complexo sucroalcooleiro liderou as exportações, com participação de 37%, atingindo um total de US$ 5,18 bilhões. O setor registrou um crescimento significativo de 35,8% em relação ao mesmo período de 2023, sendo que 91,1% desse valor provém de açúcar e 8,9% de etanol.

Para Bruno Wanderley, head de research da DATAGRO, o bom ritmo das exportações no segundo semestre deste ano deve continuar, ainda que haja riscos de uma menor safra de cana por causa de possíveis impactos da estiagem. “As exportações de açúcar deverão permanecer aquecidas no restante do ano à medida que as usinas continuarão maximizando o mix para a produção de açúcar frente ao aumento dos preços no mercado internacional. Vale lembrar que o preço do açúcar bruto para exportação em reais já subiu 22% desde o início do ano, fruto também da valorização do dólar”, afirma o analista.

Os produtos florestais e o complexo soja empataram com 11% de participação cada. Os produtos florestais geraram um total de US$ 1,54 bilhão, com destaque para celulose (53,0%) e papel (39,7%), e apresentaram um aumento de 17,4% em relação ao ano anterior. Já o complexo soja concentrou-se em soja em grão (82,3%) e registrou uma queda de 39,7%.

As carnes mantiveram-se estáveis com 10,8% de participação, totalizando US$ 1,51 bilhão, representando uma leve queda de 0,5% em comparação ao primeiro semestre de 2023, com 83,3% provenientes de carne bovina. Os sucos alcançaram uma participação de 8,2%, com um crescimento anual de 19,1% e um total de US$ 1,15 bilhão, sendo 97,7% de suco de laranja – os cinco grupos somaram 78,0% do total das exportações setoriais paulistas.

O café apareceu em sexto lugar, contribuindo com 4,5% de participação e totalizando US$ 634,95 milhões em vendas, sendo 74,2% de café verde e 22,4% de café solúvel.

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