EXAME Agro

Anvisa suspende fabricação e venda de azeites da marca Afonso

Em nota, órgão afirmou que proibição foi determinada devido a origem desconhecida do produto

Medida foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, 8 (Wikimedia Commons/Silvio Tanaka)

Medida foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, 8 (Wikimedia Commons/Silvio Tanaka)

Publicado em 8 de abril de 2026 às 14h44.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira, 8, uma medida que proíbe a venda dos azeites da marca Afonso. A decisão foi tomada após o governo entender que o produto tem origem desconhecida.

O texto está disponível no Diário Oficial da União (DOU) e estabelece a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto.

Por que a venda do azeite foi proibida?

Em nota, a Anvisa informa três pontos que levaram à proibição da venda dos produtos.

A primeira é relacionada à importadora citada no rótulo, a empresa 'Comercio de Generos Alimenticios Cotinga Ltda.', que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024.

A Vigilância Sanitária de Curitiba também tentou realizar uma inspeção no endereço da empresa e alegou que as atividades do estabelecimento não são mais realizadas no local.

A terceira questão apontada é a reprovação dos azeites no teste de qualidade. Eles apresentaram resultados insatisfatórios na análise do índice de refração, um dos critérios utilizados para confirmar a autenticidade e pureza dos produtos deste tipo.

Mediante essas irregularidades, o órgão determinou a apreensão e retirada dos produtos dos mercados e plataformas de venda.

Proibição de outras marcas de azeite

Outras três marcas também tiveram a venda proibida nos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, os azeites da marca Terra das Oliveiras foram suspensos pelo mesmo motivo aplicado à marca Afonso.

Na ocasião, a empresa citada como importadora, a 'JJ - Comercial de Alimentos Limitada', estava extinta desde janeiro de 2025.

No mês passado, em março, outras duas marcas passaram pelo mesmo processo.

Os produtos da San Olivetto foram suspensos devido a inconsistências nas informações apresentadas no rótulo. No caso dos azeites da fabricante Royal, análises laboratoriais indicaram fraude na composição.

Os testes foram realizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e identificaram outros óleos vegetais no lote 255001 do produto.

Por que um azeite é proibido pela Anvisa?

O Governo Federal utiliza alguns critérios para determinar a proibição de uma marca de azeite.

Confira algumas regras que a Anvisa utiliza para classificar um azeite como seguro ou não. 
  • Realizar importação e distribuição por empresas sem CNPJ no Brasil;
  • Adulterar e/ou falsificar;
  • Utilizar óleos vegetais na composição do produto;
  • Não respeitar as exigências sanitárias nas instalações da produtora;
  • Não atender a padrões de rotulagem;
  • Não licenciar junto à autoridade sanitária competente;
  • Não informar a origem ou composição do produto.

Fabricantes suspensos em 2025

Em 2025, o governo federal suspendeu a venda e distribuição de 25 marcas de azeite.

Entre elas, estão empresas que tiveram lotes vetados por apresentarem óleos vegetais e outras substâncias na composição.

Veja a lista completa.
MarcaData de publicação da Anvisa
AzapaFevereiro
DomaFevereiro
AlonsoMaio
Quintas D'OliveiraMaio
AlmazaraMaio
Escarpas das OliveirasMaio
La VentosaMaio
Grego SantoriniMaio
San MartínJunho
Castelo de VianaJunho
TerrasaJunho
Casa do AzeiteJunho
Terra de OlivosJunho
AlcobaçaJunho
Villa GlóriaJunho
Santa LuciaJunho e novembro
Campo OuriqueJunho
MálagaJunho
SerranoJunho
Vale dos VinhedosJulho
Los NoblesSetembro
Ouro NegroOutubro
RoyalNovembro
GodioNovembro
La VittaNovembro
Acompanhe tudo sobre:AzeitesAnvisa

Mais de EXAME Agro

Governo estuda linha de crédito para fertilizantes no Plano Safra 2026/27

Fertilizantes serão incluídos em PL sobre minerais críticos, diz Arnaldo Jardim

Mosaic suspende operações em MG e mira corte de até US$ 80 milhões por ano

Exportações de frango crescem 5% no 1º tri, apesar de guerra no Oriente Médio