Tecnologia

Zynga precisa de jogos móveis para depender menos do Facebook

Com cerca de um bilhão de apps baixados por mês em aparelhos Apple e Android, a Zynga está tentando aproveitar esse crescimento criando mais jogos nessas plataformas

Na quarta-feira, a Zynga tinha o segundo aplicativo mais baixado na loja iTunes, e ocupava a segunda e quinta posições no ranking de apps pagos mais baixados (Justin Sullivan/Getty Images)

Na quarta-feira, a Zynga tinha o segundo aplicativo mais baixado na loja iTunes, e ocupava a segunda e quinta posições no ranking de apps pagos mais baixados (Justin Sullivan/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de janeiro de 2012 às 12h09.

Nova York - David Ko, vice-presidente de operações móveis da Zynga, tem um dos cargos mais importantes e mais sujeitos a pressões na companhia de jogos online: descobrir maneiras de convencer pessoas a usar os jogos da companhia em seus celulares inteligentes.

A Zynga e Ko desejam construir um modelo de negócios viável fora do Facebook, a maior rede social do planeta, na qual a Zynga gerou mais de 94 por cento de sua receita no terceiro trimestre.

Com o Facebook impondo uma comissão de 30 por cento ao dinheiro faturado em seu site, para Ko é um imperativo econômico conduzir os usuários dos jogos de sua companhia a outras plataformas, o que permitiria que a Zynga mantivesse parte maior de seu faturamento.

Ele está, portanto, na linha de frente da batalha da empresa pela independência, o que talvez seja um dos motivos pelos quais batizou seu escritório de "sala de guerra", na qual trabalha em ideias para novos jogos, cronogramas e planos estratégicos.

E até o momento sua equipe disparou alguns tiros certeiros. Os jogos da Zynga estão galgando as listas de vendas na loja de aplicativos da Apple.

Na quarta-feira, a Zynga tinha o segundo aplicativo mais baixado na loja iTunes, e ocupava a segunda e quinta posições no ranking de aplicativos pagos mais baixados. Uma semana atrás, detinha a liderança em ambas as listas, e colocou aplicativos na lista dos cinco mais vendidos, de acordo com o site Appshopper.com.

Com cerca de um bilhão de aplicativos baixados a cada mês em aparelhos Apple ou equipados com o Android, do Google, a Zynga está tentando aproveitar esse crescimento criando mais jogos para essas plataformas.

"Os número estão crescendo realmente de forma rápida e nossos resultados quanto a usuários ou jogadores são reflexo disso", disse Ko em entrevista.

A Zynga informou em suas apresentações, para sua oferta pública inicial, que em novembro tinha 13 milhões de usuários ativos em aparelhos móveis, 17 por cento a mais que os 11,1 milhões registrados em outubro. O problema é que isso ainda representa 40 milhões de usuários a menos que o total de 53 milhões de usuários ativos de seus jogos no Facebook, esta semana.

Acompanhe tudo sobre:AndroidEmpresasEmpresas de internetEmpresas americanasempresas-de-tecnologiaGoogleSmartphonesIndústria eletroeletrônicaTecnologia da informaçãoBrinquedosAppleGamesZynga

Mais de Tecnologia

Empresa de implantes cerebrais de Musk quer cirurgia 'automatizada' em 2026

Samsung quer reinventar o celular — mas cobra caro por isso

Pesquisadores de Pequim desenvolvem chip de alta precisão para aplicações em IA

Meta fecha uma das maiores aquisições de sua história ao comprar startup chinesa de IA