Ciência

Novo avião francês para simulações de gravidade zero começa a operar

Airbus A310 'Zero-G' realizou seu primeiro voo científico nesta terça-feira (5)

Airbus A310 (Divulgação/Airbus)

Airbus A310 (Divulgação/Airbus)

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Da Redação

Publicado em 6 de maio de 2015 às 14h17.

 

Novespace, a subsidiária da Agência Espacial Francesa que promove para pesquisadores e particulares voos parabólicos recriando as condições de imponderabilidade reinantes em órbita espacial, realizou nesta terça-feira o primeiro voo científico de seu novo Airbus A310 "Zero-G".

"O voo foi muito bom! Todo mundo tinha a impressão de que é mais preciso, mais suave e mais fácil" do que com a aeronave anterior, um A300 que estava "no fim da carreira" após 18 anos de serviço, comemorou Jean-François Clervoy, presidente da Novespace e astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA).

O novo "laboratório voador" fornece aos cientistas das agências espaciais e de universidades em todo o mundo "um acesso à microgravidade a um custo muito menor do que os voos orbitais", ressaltou Clervoy, apresentando à imprensa a câmera na pista na base do aeroporto de Merignac, perto de Bordeaux (sudoeste da França).

O Airbus, agora renomeado "Zero-G" (para "gravidade zero"), já havia entrado em serviço há 26 anos em nome do exército alemão, sob o nome A310 "Konrad Adenauer". A Luftwaffe o transformou numa versão de luxo para o governo alemão, e o avião levou durante anos chanceleres federais em muitas viagens oficiais.

A Novespace o comprou no ano passado, por uma soma de entre 8 e 10 milhões de euros, revisto de cima a baixo e mobília incluída.

Embora grande parte dos assentos tenha sido removida para liberar uma área experimental de 100 m2, totalmente estofada e emoldurada por redes de segurança, o A310 não sofreu nenhuma alteração em seus sistemas básicos: estes aviões já são projetados originalmente para "poder manter a gravidade zero", explicou o presidente da Novespace.

Apenas uma ferramenta foi adicionada ao cockpit para permitir aos pilotos calcular a gravidade sentida à bordo e, assim, criar condições de imponderabilidade. A aeronave consegue se manter por até 10 minutos sob condições de gravidade zero.

 

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