Tecnologia

Veja a cronologia do caso Manning

Washington - O soldado americano Bradley Manning, analista de inteligência no Iraque, foi condenado nesta quarta-feira por uma corte militar a 35 anos de prisão,...

Bradley Manning (Reprodução)

Bradley Manning (Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h26.

Washington - O soldado americano Bradley Manning, analista de inteligência no Iraque, foi condenado nesta quarta-feira por uma corte militar a 35 anos de prisão, além de ter sido expulso das Forças Armadas com desonra pelo vazamento "histórico" de mais de 700 mil documentos para o site Wikileaks.

Desde 2010, o Wikileaks publica centenas de milhares de documentos com informações comprometedoras sobre a atuação dos Estados Unidos nos conflitos armados do Afeganistão e do Iraque, assim como sobre as comunicações de seu serviço diplomático em todo o mundo.

Acompanhe a cronologia dos principais episódios do caso de Manning:.

-Outubro de 2007.- Bradley Manning entra como soldado no exército dos EUA

-Outubro de 2009.- O soldado Bradley Manning é enviado ao Iraque como analista de inteligência para trabalhar na base avançada de operações de Hammer, próxima a Bagdá. Ali ele tem acesso às redes militares SIPRNet (Secure internet Protocol Router Network) e JWICS (Joint Worldwide Intelligence Communications System).

-Fevereiro de 2010.- Manning começa a passar informações para o Wikileaks durante uma licença, incluindo um vídeo ("Colateral Murder") no qual é questionada a versão oficial sobre como o exército americano matou 11 iraquianos, entre eles um fotógrafo e um motorista da "Reuters", em julho de 2007.

-5 de abril de 2010.- O Wikileaks divulga o vídeo "Colateral Murder", vazado por Manning.

-27 de maio 2010.- Manning é detido e transferido ao campo de Arifjan no Kuwait. O soldado é acusado de vários delitos, 22 no total, entre eles o de "ajuda ao inimigo".

-25 de julho de 2010.- A imprensa veicula informações secretas sobre a guerra no Afeganistão, publicadas pelo Wikileaks, que tornou públicos 91 mil documentos relacionados a operações secretas e mortes de civis.

-29 de julho de 2010.- Manning é transferido aos EUA, à base do corpo da Marinha de Quantico (Virgínia), sob um regime de máxima custódia e vigiado por um programa de prevenção a suicídio, com guardas que verificavam se ele estava vivo a cada cinco minutos. [quebra]

-22 de outubro de 2010.- O Wikileaks publica 391 mil documentos do Pentágono sobre a passividade dos EUA diante de abusos contra presos no Iraque (2004-2009), e dados sobre a invasão deste país em 2003 que causou a morte de 109 mil iraquianos (70 mil deles civis), embora os números oficiais divulgados pelos EUA tenha se restringido a 15 mil civis.

-Novembro de 2010.- Os jornais "The New York Times", "The Guardian", "Le Monde", "Der Spiegel" e "El País" publicam o conteúdo parcial e editado de mais de 250 mil telegramas diplomáticos cedidos pelo Wikileaks.

-Abril de 2011.- Manning é transferido para a prisão militar de Fort Leavenworth (Kansas).

-Agosto de 2011.- Nos últimos cinco dias do mês, o Wikileaks publica cerca de 230 mil telegramas vazados da diplomacia americana, até alcançar 251.287, mas dessa vez são reveladas as identidades de fontes protegidas, que até então se mantinham anônimas.

-De 16 a 22 de dezembro de 2011.- É realizada a audiência preliminar contra o soldado americano Bradley Manning.

-3 fevereiro de 2012.- É determinado que o soldado Bradley Manning seja julgado por uma corte marcial.

-28 fevereiro de 2013.- Manning se declara culpado por vazar documentos secretos, embora defenda a sua inocência em relação a acusações mais graves (como ajuda ao inimigo), e reconhece que passou informações ao Wikileaks para "abrir um debate público" sobre o papel dos Estados Unidos no mundo.

-3 junho de 2013.- Início do julgamento de Manning em Fort Meade (Maryland).

-30 julho de 2013.- Manning é absolvido pelo crime de ajuda ao inimigo, mas é acusado de espionagem no veredicto do julgamento.

-21 agosto de 2013.- A corte militar condena Manning a 35 anos de prisão, e o expulsa das Forças Armadas com desonra pelo vazamento de mais de 700 mil documentos para o Wikileaks. Pelo menos uma década da pena deverá ser cumprida.

Acompanhe tudo sobre:INFO

Mais de Tecnologia

O paradoxo do Trump Phone: nacionalista por fora, taiwanês por dentro

Novo executivo do Xbox diz que Microsoft não irá desistir do negócio de consoles

Google leva IA do DeepMind ao Palmeiras para prever jogadas

China prepara plano de R$ 1,53 trilhão para expandir data centers