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Tratamento experimental salva dois americanos com Ebola

A droga usada no tratamento dos dois é conhecida como ZMapp e foi desenvolvido pela empresa de biotecnologia Mapp Biopharmaceutical Inc

 (Reuters/Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 5 de agosto de 2014 às 14h10.

Dois missionários americanos que estavam com Ebola apresentaram melhoras significativas do quadro clínico. Segundo a CNN, a melhora foi possível graças a um tratamento com um remédio experimental.

Dr. Kent Brantly contraiu Ebola na Libéria, assim como a missionária Nancy Writebol. Ao que tudo indica ambos contraíram a doença de outro profissional de saúde do hospital local. Um teste de sangue rápido confirmou a infecção em ambos. Aos poucos, os sintomas pioraram.

A droga usada no tratamento dos dois é conhecida como ZMapp e foi desenvolvida pela empresa de biotecnologia Mapp Biopharmaceutical Inc., de San Diego (Estados Unidos). Segundo a CNN, os pacientes foram informados de que o tratamento nunca tinha sido testado em um ser humano. No entanto, tinha sido promissor em experiências com macacos.

Para fazer o medicamento, ratos foram expostos a fragmentos do vírus Ebola. Em seguida, os anticorpos gerados no sangue dos animais foram recolhidos para criar o medicamento. O remédio impede o vírus de entrar no organismo e infectar novas células.

De acordo com relatórios da empresa, quatro macacos infectados com o Ebola sobreviveram após receberem o tratamento dentro de 24 horas após a infecção. Os macacos que começaram a terapia dentro de 48 horas após a infecção também sobreviveram. Brantly, no entanto, só recebeu o tratamento após nove dias doente. Seu quadro era tão grave que ele mal conseguia respirar.

Os frascos de ZMapp, armazenados em temperaturas abaixo de zero, chegaram ao hospital na Libéria, onde Brantly e Writebol estavam sendo tratados. Dentro de uma hora após receber a medicação, a condição do médico melhorou drasticamente. Ele começou a respirar mais fácil e alguns sintomas desapareceram. Na manhã seguinte, Brantly já pode ser levado para os Estados Unidos.

Writebol também recebeu um frasco do medicamento, mas a resposta não foi tão notável quanto a de Brantly. Os médicos precisaram repetir a dose para que ela apresentasse uma melhora significativa e pudesse voltar para os Estados Unidos.

Autoridades ressaltam que o ZMapp não foi aprovado para uso em humanos e não passou pelo processo padrão para comprovar a segurança e eficácia de um medicamento. O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gregory Hartl, advertiu que não é possível começar a usar drogas não testadas no meio de um surto.  Em nota, a organização Médicos Sem Fronteiras também afirmou que disponibilizar em larga escala tratamentos e vacinas que estão em estágios iniciais de desenvolvimento tem uma série de implicações éticas e científicas.

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