Ciência

Superbactéria é achada em praia que será palco de Olimpíadas

Cientistas do Instituto Oswaldo Cruz identificaram superbactéria na praia do Flamengo, que será palco das competições de vela em 2016


	Praia do Flamengo: palco das competições de vela em 2016 abriga micro-organismo
 (Riotur)

Praia do Flamengo: palco das competições de vela em 2016 abriga micro-organismo (Riotur)

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Da Redação

Publicado em 16 de dezembro de 2014 às 10h45.

São Paulo - Uma superbactéria foi encontrada por cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) na praia do Flamengo, no Rio. Em 2016, o local será palco das competições de vela durante as Olimpíadas.

De acordo com os pesquisadores, a superbactéria localizada na região produz a enzima KPC. Essa enzima a torna resistente à maioria dos antibióticos usados normalmente. Em geral, bactérias com esta característica são encontradas em ambientes hospitalares.

"Ao entrar na água onde há bactérias produtoras de KPC, o banhista pode ser colonizado por estes micro-organismos", afirmou a cientista Ana Paula Carvalho em nota publicada no site da Fiocruz. 

Quando contaminam seres humanos, essas superbactérias podem causar infecções urinárias e gastrointestinais - além de pneumonia. Por serem resistentes à medicação comum, elas são combatidas com polimixina e outras drogas mais tóxicas para o nosso organismo do que as usadas normalmente.

“Até o momento, não houve registro de contaminação entre frequentadores dos ambientes estudados", afirmou Ana Paula. 

Histórico

Essa não é a primeira vez que micro-organismos deste tipo são encontrados no Rio de Janeiro.

Em 2010, um estudo do IOC já havia localizado superbactérias no esgoto hospitalar da cidade. No fim do ano passado, outro trabalho apontava a presença de superbactérias nas praias do Flamengo e de Botafogo.

O que os cientistas só descobriram agora é o caminho trilhado pelos micro-organismos até o mar. Ao que tudo indica, ele envolve o rio Carioca, que corta diversas áreas da cidade que reúnem moradias e hospitais.

“É possível que as bactérias tenham sido encontradas na chegada do rio à Praia do Flamengo porque conseguiram sobreviver ao tratamento realizado ou porque não houve tratamento da água”, afirmou o cientista Carlos Felipe de Araújo em entrevista no site da Fiocruz. 

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