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Onde ver a chuva de meteoros Orionídeas? duas regiões do Brasil terão vantagem para observar

Fenômeno poderá ser visto a olho nu, mas a posição da constelação de Órion favorece duas regiões brasileiras

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 19h33.

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A madrugada desta quarta-feira, 21 de outubro, marca o pico da chuva de meteoros Orionídeas, que poderá ser vista em vários estados brasileiros. A previsão da Organização Internacional de Meteoros (IMO) é de 20 ou mais meteoros por hora, desde que as condições de observação sejam ideais.

No estado, o intervalo indicado para acompanhar o fenômeno vai de 1h40 até o amanhecer. Nesse período, a Lua já terá se posto, o que reduz a interferência de sua luz na visualização dos rastros. A presença de nuvens e a iluminação das cidades, porém, podem comprometer a observação.

Em quais regiões do Brasil a visibilidade da chuva de meteoros será maior?

Segundo o Observatório Nacional, o Nordeste e o Norte têm uma vantagem geográfica: nessas regiões, a constelação de Órion alcança maior altura no céu. É dessa área que os meteoros parecem surgir, embora possam ser vistos em diferentes direções.

Onde observar as Orionídeas?

Locais distantes de postes, prédios e outras fontes de iluminação artificial oferecem melhores condições para acompanhar a chuva. A orientação é buscar espaços com visão desobstruída do céu.

Áreas rurais também são opções, desde que o tempo esteja aberto. Mesmo em um local escuro, a cobertura de nuvens pode impedir a visualização.

Em 2026, a Lua estará crescente, com aproximadamente 77% do disco iluminado. Por isso, o período após seu ocaso concentra as condições indicadas para observar os meteoros.

Como acompanhar a chuva de Meteoros?

A observação pode ser feita a olho nu, sem telescópios ou binóculos. As orientações do Observatório Nacional incluem:

  • Reservar o período entre 1h40 e o amanhecer desta quarta-feira, 21.
  • Escolher um ambiente com pouca luz artificial e visão ampla do céu.
  • Voltar o olhar para norte ou nordeste, nas proximidades da constelação de Órion.
  • Conferir as condições meteorológicas, pois as nuvens dificultam a observação.
  • Evitar fixar o olhar em um único ponto, já que os rastros podem aparecer em diferentes partes do céu.

Os meteoros das Orionídeas entram na atmosfera a velocidades de até 66 quilômetros por segundo e podem produzir rastros que permanecem visíveis por algum tempo.

Qual é a relação entre as Orionídeas e o Cometa Halley?

O fenômeno ocorre quando a Terra cruza a trajetória de partículas deixadas pelo cometa Halley. Ao atingir a atmosfera em alta velocidade, esses fragmentos produzem os traços de luz conhecidos como estrelas cadentes.

Embora o cometa retorne às proximidades da Terra a cada 75 ou 76 anos, os resíduos de suas passagens permanecem no espaço. O encontro anual do planeta com esse material dá origem às Orionídeas.

O Halley também está associado às Eta Aquáridas, chuva de meteoros observada em maio.

Neste ano, a atividade das Orionídeas se estende de 2 de outubro a 7 de novembro. A previsão é de que a maior quantidade de meteoros ocorra nesta quarta-feira, 21.

O que provoca uma Chuva de Meteoros?

Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa concentrações de poeira e fragmentos rochosos, deixados principalmente por cometas. O contato dessas partículas com a atmosfera produz os rastros luminosos vistos do solo.

O estudo desses fenômenos fornece informações sobre os cometas e a formação do Sistema Solar. Segundo o Observatório Nacional, fotografias e vídeos de meteoros de maior brilho podem ser encaminhados à rede Exoss, que reúne registros desses eventos no Brasil.

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