Recuo da Meta levanta preocupação no setor de VR (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)
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Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 16h08.
A decisão da Meta de reduzir investimentos em realidade virtual (VR) para priorizar inteligência artificial (IA) e o desenvolvimento de wearables levantou o receio do setor esfriar e perder força no futuro.
O movimento ganhou tração após a empresa demitir cerca de 10% dos funcionários da unidade Reality Labs e fechar três estúdios — Twisted Pixel, responsável por Marvel's Deadpool VR, a Sanzaru Games, criadora de Asgard's Wrath, e a Armature Studio, que desenvolveu Resident Evil 4 VR.
Em comunicado, a Meta afirmou que vai redirecionar as verbas para a IA e dispositivos wearables, como os óculos Ray-Ban Meta, produzidos em parceria com a EssilorLuxottica.
O setor de realidade virtual cresceu à sombra da Meta desde a compra da Oculus por US$ 2 bilhões, em 2014, o que ajuda a explicar o receio diante do recuo da empresa de Mark Zuckerberg. Desde o fim de 2020, a divisão Reality Labs acumulou mais de US$ 70 bilhões em prejuízos.
Dados da IDC indicam uma virada no segmento de Realidade Estendida (XR), que inclui VR, realidade mista e óculos inteligentes com IA. A consultoria projeta que o mercado de dispositivos XR cresça 41,6% em 2025, com 14,5 milhões de unidades enviadas.
Esse avanço, porém, não será puxado por headsets de VR e realidade mista, cujas vendas devem cair 42,8%, para 3,9 milhões de unidades. O crescimento virá dos óculos inteligentes com IA, com alta estimada de 211,2%, para 10,6 milhões de unidades.