Tecnologia

Proteste quer ampliar garantia obrigatória de eletrônicos

Seus aparelhos eletrônicos costumam quebrar quando a garantia acaba? Uma petição quer mudar isso ampliando a garantia obrigatória de três meses para dois anos


	Celular quebrado: "A garantia legal dos produtos restringe-se a três meses no Brasil"
 (Flickr/Michael Kappel)

Celular quebrado: "A garantia legal dos produtos restringe-se a três meses no Brasil" (Flickr/Michael Kappel)

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Da Redação

Publicado em 27 de agosto de 2014 às 18h32.

São Paulo - A associação de consumidores Proteste está recolhendo assinaturas para aumentar de três meses para dois anos o período mínimo de garantia assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor para eletrodomésticos e eletrônicos.

A campanha é baseada numa pesquisa feita pela Proteste. O levantamento mostrou que 45% de câmeras, tablets, computadores e outros produtos do tipo comprados no Brasil apresentam defeito antes de dois anos de uso.

Ainda segundo a pesquisa, 62% desses itens dão pane logo após o fim da garantia de dois anos. "A garantia legal dos produtos restringe-se a três meses no Brasil, enquanto no Reino Unido é de seis anos", afirma a Proteste.

Além da baixa durabilidade, outro problema dos produtos é o alto preço cobrado pelos consertos. Na pesquisa, 74% dos entrevistados afirmaram que preferiram comprar um novo item e nem procuraram conserto após defeito.

Entre aqueles que procuraram conserto, 81% desistiram por causa do preço elevado. Segundo a Proteste, isso faz com que o Brasil seja o maior produtor de lixo tecnológico do mundo (mas a associação não diz de onde veio esse dado).

A Proteste criou uma petição online para que os interessados possam manifestar seu apoio à reinvindicação. Quando atingir 100 mil assinaturas, ela deve ser encaminhada ao Congresso Nacional. A seguir, veja o vídeo criado pela associação para alertar sobre a causa.

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