Ciência

Professor cria máquina de arco-íris

Usando um laptop e um conjunto de bombas, mangueiras e aspersores, o artista plástico Michael Jones McKean pinta o céu azul com as cores do arco-íris

Michael Jones McKean: pintar o céu com as cores do arco-íris é sua especialidade (Divulgação)

Michael Jones McKean: pintar o céu com as cores do arco-íris é sua especialidade (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de abril de 2011 às 10h28.

São Paulo — No final do arco-íris, no lugar do pote de ouro, é mais provável que esteja um homem com um laptop no colo controlando mangueiras e bombas d’água. Seu nome é Michael Jones McKean.

Ele tem 34 anos e passou a última década aprimorando uma inusitada técnica: a de produzir arco-íris. "A receita é juntar água e luz do sol. Por isso o dia tem de estar claro, sem nuvens", diz McKean, professor do departamento de artes da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos.

A água é ejetada a 76 metros de altura por uma bomba de alta pressão. O ar pulveriza o feixe, formando pequenas gotinhas e criando uma parede densa que simula o efeito da chuva. O laptop ajuda a monitorar as condições climáticas, como a velocidade do vento.

Qual o objetivo do professor? Ele diz: "O símbolo do arco-íris já está politizado, ganhou significados e conotações. Mas ainda tem o poder de nos desligar momentaneamente do dia a dia". Há, ainda, a preocupação com o meio ambiente. O sistema usa água da chuva capturada dos telhados. Ela passa por um filtro e é armazenada para, depois de utilizada, ser recapturada.

Os geradores da bomba são movidos a biodiesel; e, em breve, o professor planeja usar energia solar no experimento. O Projeto Arco-Íris, que desde 2002 é apenas um teste realizado em praças, prédios e parques, conseguiu agora um espaço fixo no Centro Bemis de Arte Contemporânea, em Omaha, Nebrasca. Os próximos passos? "Fazer até um arco duplo", diz McKean.

Acompanhe tudo sobre:Água

Mais de Ciência

IA ajuda cientistas a descobrir sinais precoces de demência

Bactéria do intestino pode virar aliada contra o 'efeito sanfona', aponta estudo

Delegação de US$ 1 trilhão: por que CEOs de tecnologia viajaram à China com Trump

Após 25 anos, cientistas encontram vestígios de lula gigante em cânion submarino