Ciência

Por que desenhar ajudar a desestressar? A ciência explica

O fenômeno dos livros para colorir anti-estresse prova que há algum efeito extremamente relaxante em brincar com papel e caneta. Mas por quê?

Lápis de cor (Stock.xchng)

Lápis de cor (Stock.xchng)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de setembro de 2016 às 20h59.

Última atualização em 18 de outubro de 2016 às 18h52.

O fenômeno dos livros para colorir anti-estresse já indica que existe algum efeito extremamente relaxante em sentar com papel e caneta e deixar a imaginação fluir. Mas para os pesquisadores da Brooklyn College não bastava saber que desenhar gera uma sensação boa: eles queriam saber o motivo.

O experimento que eles montaram dividia os desenhistas em dois grupos. Primeiro, os cientistas pediram que os participantes pensassem na última experiência triste que tiveram. O exercício de imersão fazia com que eles imaginassem não só a sensação de tristeza, mas os sons, os pensamentos e as paisagens envolvidas naquela experiência.

Depois, cada grupo desenhou por 15 minutos. Um dos grupos tinha de colocar no papel as emoções que estavam sentindo naquele momento. O outro recebeu a estranha missão de desenhar os próprio sapatos.

Por trás dessas tarefas estavam as duas principais teorias sobre o efeito relaxante da arte. Uma delas defende que os benefícios da arte vem da catarse - da capacidade de desabafar toda a sensação ruim e, assim, se livrar dela. Do outro lado, a hipótese aposta na distração: não pensar no tema estressante ajudaria as emoções a se regularem.

O experimento durou quatro dias - em cada dia, um grupo desabafava com o lápis, o outro desenhava coisas esquisitas, como em um exercício de observação. Depois eles relatavam seu estado mental.

No curto e no longo prazo, as pessoas que desenharam os próprios sapatos tiveram os maiores benefícios. Mesmo quando caiu na rotina, o desenho ainda era capaz de tirar o foco das pessoas nos problemas e, com isso, elas saíam do laboratório mais relaxadas e prontas para enfrentar o dia.

O fenômeno dos livros para colorir anti-estresse já indica que existe algum efeito extremamente relaxante em sentar com papel e caneta e deixar a imaginação fluir. Mas para os pesquisadores da Brooklyn College não bastava saber que desenhar gera uma sensação boa: eles queriam saber o motivo.

O experimento que eles montaram dividia os desenhistas em dois grupos. Primeiro, os cientistas pediram que os participantes pensassem na última experiência triste que tiveram. O exercício de imersão fazia com que eles imaginassem não só a sensação de tristeza, mas os sons, os pensamentos e as paisagens envolvidas naquela experiência.

Depois, cada grupo desenhou por 15 minutos. Um dos grupos tinha de colocar no papel as emoções que estavam sentindo naquele momento. O outro recebeu a estranha missão de desenhar os próprio sapatos.

Por trás dessas tarefas estavam as duas principais teorias sobre o efeito relaxante da arte. Uma delas defende que os benefícios da arte vem da catarse - da capacidade de desabafar toda a sensação ruim e, assim, se livrar dela. Do outro lado, a hipótese aposta na distração: não pensar no tema estressante ajudaria as emoções a se regularem.

O experimento durou quatro dias - em cada dia, um grupo desabafava com o lápis, o outro desenhava coisas esquisitas, como em um exercício de observação. Depois eles relatavam seu estado mental.

No curto e no longo prazo, as pessoas que desenharam os próprios sapatos tiveram os maiores benefícios. Mesmo quando caiu na rotina, o desenho ainda era capaz de tirar o foco das pessoas nos problemas e, com isso, elas saíam do laboratório mais relaxadas e prontas para enfrentar o dia.

É claro que, para obter os benefícios do desenho, não é necessário usar os próprios sapatos - mas também não vale qualquer distração. Segundo os autores da pesquisa, a distração "terapêutica" precisa de dois quesitos fundamentais: precisa ser uma tarefa que absorva totalmente o foco e a reflexão do desenhista. Ele precisa estar consciente da necessidade de capturar cada detalhe do que está à sua frente. Em segundo lugar, o objeto a ser desenhado precisa ser neutro, sem um forte significado emocional - daí é que vem a grande vantagem de usar os próprios sapatos como "musos".

Acompanhe tudo sobre:ComportamentoEstresse

Mais de Ciência

O que é o Ebola e por que autoridades monitoram viajantes vindos da África

São Paulo investiga caso suspeito de Ebola em paciente vindo do Congo

Computex 2026 deve marcar chegada de notebooks com IA mais baratos

Computex 2026 mostra que corrida da IA depende menos de chatbots e mais de infraestrutura