Omega lança plataforma digital para compra de energia elétrica

Desburocratizando a contratação, Omega quer aproximar clientes, principalmente os que não têm estrutura burocrática para adquirir energia no mercado livre.

O Brasil tem processos complexos para que empresas e indústrias consigam negociar energia elétrica. De olho nesse problema, a Omega Energia, líder em geração de energia elétrica renovável no país, lança nesta terça-feira, 8, uma plataforma que permite comprar energia direto com a geradora.

A plataforma conta com um site que apresenta cotações da energia elétrica e, se o preço for interessante, a empresa que planeja a contratação pode fazer um cadastro online. A Omega, que tem um portfólio de geração de aproximadamente 1,8 GW, então, faz a validação das informações e o usuário pode fechar uma proposta selecionando o período de contratação, a carga, o sub-mercado e a fonte. Nesse caso, a tarifa da energia é negociada diretamente com a Omega, mesmo que a distribuição continue acontecendo pela distribuidora.

A ideia é dar uma oportunidade para consumidores que têm consumo o suficiente para estar no mercado livre de energia — em que é possível escolher a fonte de energia elétrica e optar por geração renovável — mas que tem dificuldade em lidar com o custo operacional dessa aquisição, que pode tomar dias para ser concluída.

“Os grandes consumidores têm estrutura e sofisticação para lidar com o mercado livre e quase todos já estão lá. Existe uma vantagem econômica importante para fazer isso. Mas tem um universo de clientes menores, que podem sair da distribuidora e ir para o mercado livre e ainda não acharam a equação ideal”, disse Antônio Bastos, presidente-executivo da Omega.

Atualmente, para estar no mercado livre de energia é preciso ter consumo mínimo de energia 500 kw (consumidor especial) ou 2.500 kw (consumidor livre), uma conta que dá, pelo menos, R$ 40.000 ao mês. Além disso, nesse mercado é preciso comprar um volume fixo de energia, o que requer um planejamento e gastos extras para adquirir energia repentinamente ou mesmo para vender excedente. A plataforma da Omega não trabalha com esse modelo de aquisição e negocia a tarifa, permitindo que quem contrata pague pela energia que consumiu.

Existe um cronograma de abertura desse mercado, em que consumidores cativos (os que compram energia regulada, diretamente com distribuidoras regionais) também vão poder adquirir energia no mercado livre, algo que deve acontecer a partir de 2024. Hoje já é possível que qualquer consumidor consiga comprar energia no mercado livre em países como Japão, Reino Unido e Espanha, além de 16 estados nos EUA. 

“O empresário pequeno está preocupado em vender o produto dele, não em recompor lastro no final do mês”, afirma Bastos, que acredita que, do ponto de vista estratégico, a plataforma digital é algo que aproxima a empresa dos clientes e dá competitividade no longo prazo, conforme as etapas de abertura do mercado de energia elétrica forem acontecendo. 

Espera! Tem um presente especial para você.

Uma oferta exclusiva válida apenas nesta Black Friday.

Libere o acesso completo agora mesmo com desconto:

exame digital

R$ 15,90/mês

R$ 6,36/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

R$ 40,41/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.