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Emoção (Victor Moriyama/Getty Images)
Da Redação
Publicado em 4 de julho de 2014 às 06h00.
Última atualização em 13 de setembro de 2016 às 15h08.
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São Paulo - Um torcedor sofreu um infarto quando assistia ao jogo entre Brasil e Chile no Mineirão no último sábado e morreu. Ao que tudo indica, o coração do homem de 69 anos não resistiu às emoções da partida. Mas o que acontece em nossos corações quando estamos em situações deste tipo? Isto é o que esta galeria pretende explicar.
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Como se sabe, o coração é o órgão responsável por bombear sangue para todo o corpo. Em 70 anos de funcionamento, um coração baterá cerca de 2,5 bilhões de vezes. "O coração é uma máquina que funciona em função de estímulos gerados pela liberação de hormônios - sendo a adrenalina o mais conhecido deles", explica Nabil Ghorayeb, médico ligado à Sociedade Brasileira de Cardiologia.
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Quando você está emocionado por algum motivo (como um susto ou um lance perigoso num jogo de futebol), seu corpo libera adrenalina. "A adrenalina é liberada em milisegundos na circulação", afirma Ghorayeb. Ao perceber a presença do hormônio, o seu corpo se prepara para grandes esforços físico - o que gera alguns efeitos colaterais.
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Um exemplo de efeito colateral gerado pela liberação de adrenalina é a contração das glândulas responsáveis pela produção de suor. "Isso faz com que o corpo libere suor nas mãos e no rosto", explica Ghorayeb.
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Outra consequência da liberação de adrenalina no sangue é a aceleração do ritmo do coração. O órgão passa a bater mais vezes por minuto. "Os receptores percebem a presença do hormônio e o coração acelera", afirma Ghorayeb.
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Mas o principal problema causado pela liberação de adrenalina no sangue é o estreitamento dos vasos sanguíneos de todo o corpo. Com menos espaço, o sangue circula mais lentamente. "Como há muitos vasos sanguíneos na pele, a pessoa fica pálida", explica Ghorayeb
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Outra consequência da redução do espaço disponível para o sangue circular é o aumento da pressão arterial. O sangue circula com mais força nos vasos mais apertados. "Numa pessoa normal, os efeitos disso desaparecem depois de um tempo. Já num doente, este tipo de alteração pode gerar problemas", afirma Ghorayeb.
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Pessoas com problemas cardio-vasculares costumam ter vasos sanguíneos entupidos. Normalmente, o sangue consegue circular por eles. Mas com o estreitamento dos vasos, isso pode se tornar impossível. "Nesta situação, um vaso que normalmente apresenta 60% de entupimento pode ficar totalmente obstruído - já que está mais estreito", afirma Ghorayeb. Em casos extremos, isso pode levar a pessoa a um infarto ou a uma arritmia.
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"Ataques do coração e infartos são eventos geralmente agudos e causados principalmente por um bloqueio que impede o sangue de chegar ao coração ou ao cérebro", explica a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sem sangue, as células do órgão vitimado pelo problema começam a morrer - podendo gerar lesões irreversíveis.
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Os chamados fatores de risco são aspectos que podem facilitar a ocorrência de problemas do coração. Diabetes, obesidade e tabagismo são alguns destes fatores. "Às vezes, as pessoas têm estas doenças e nem sabem", afirma Ghorayeb. Então, é sempre bom ficar de olho.
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Nem mesmo os jogadores de futebol estão a salvo dos problemas de coração e até casos de morte dentro de campo já foram registrados. "Doenças não-diagnosticadas são a principal causa de mortes de atletas durante atividade física", explica Ghorayeb. E quem está na torcida também deve se cuidar.
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O principal perigo para o coração em situações como um jogo de futebol é o stress que elas geram. "O risco varia de acordo com o conhecimento do esporte. Como o futebol é o esporte mais simples do mundo, se a seleção brasileira
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Quem tiver problemas cardíacos e quiser evitar surpresas durante jogos e outros eventos emocionantes deve estar atento à medicação. "Quem toma remédios não deve abandoná-los e, se for o caso, até procurar saber se precisa adiantar a medicação", afirma Ghorayeb.
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Outro cuidado interessante é evitar o consumo de cafeína. Presente no café, refrigerantes e outros produtos, esta substância coloca o corpo em estado de alerta e provoca a liberação de adrenalina. "Também é bom maneirar no consumo de bebidas alcóolicas destiladas", recomenda Ghorayeb.
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De acordo com Ghorayeb, quanto maior o teor alcóolico de uma determinada bebida, maior a chance dela agravar problemas cardíacos. “Sendo assim, nada de vodka, uísque, conhaque ou tequila durante os jogos", recomenda o médico.
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Segundo Ghorayeb, a cerveja pode ser uma opção para quem não abre mão de beber durante os jogos da Copa do Mundo. "Mesmo assim, indicamos o consumo em quantidades moderada", explica ele. No máximo, duas latinhas por pessoa.
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O médico tem ainda outros conselhos para quem quiser chegar ao fim da Copa com o coração inteiro. Quem é muito fanático não deve assistir aos jogos sozinho. Cigarros, nem pensar. "Caso seja muito ansioso, tome uma medida radical e se afaste da TV", recomenda Ghorayeb.
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