Novo Apple Watch mede saturação de oxigênio do usuário

Os novos Apple Watch Série 6 e Apple Watch SE são as apostas da criadora do iPhone em meio à pandemia da covid-19

A Apple anunciou o novo Apple Watch Série 6 e sua principal novidade é a capacidade de mensurar o nível de saturação de oxigênio do usuário.

Em 15 segundos, o relógio utiliza seus sensores para analisar a cor do sangue do usuário e algoritmos calculam a saturação de oxigênio do usuário.

A empresa afirmou que o recurso chega ao relógio devido à importância que esse teste ganhou em meio à pandemia de covid-19, doença que afeta pulmões e pode reduzir o nível de saturação de oxigênio.

A Apple informou também que trabalha em parceria com a Universidade da Califórnia Irvine para entender melhor como o nível de oxigênio se relaciona com quadros de asma.

Por dentro, o processador do Apple Watch é baseado no A13, usado no iPhone, mas otimizado para relógios. Com isso, o chip chega a ser 20% mais veloz do que a geração anterior.

Por fora, o destaque é a pulseira chamada Solo Loop, que oferece um design sem interrupções e está disponível em sete cores.

Para famílias, o Apple Watch ganhou um novo recurso que permite que os pais saibam a localização de seus filhos.

Como no passado, o relógio segue compatível apenas com iPhones.

O novo Apple Watch será vendido nos Estados Unidos por 399 dólares.

Apple Watch SE — o relógio inteligente “baratinho”

A Apple anunciou também uma versão mais acessível do seu relógio, chamada Apple Watch SE. O aparelho tem a maioria dos recursos da Série 6, mas fica sem a mensuração de oxigênio e o processador mais novo. Ainda assim, o chip tem performance superior ao usado no Apple Watch Série 3. O preço sugerido do aparelho é de 279 dólares.

Sem carregador

Falando sobre redução do impacto ao meio ambiente, a Apple resolveu não oferecer mais o carregador de tomada no Apple Watch, mas apenas o seu carregador magnético, que pode ser conectado a portas USB. A Nintendo fez um movimento parecido no passado com o Nintendo 3DS.

Mercado

A Apple lidera o mercado de relógios inteligentes. Segundo a consultoria Canalys, a empresa tem mais do que o dobro da parcela de mercado da segunda colocada Huawei e três vezes mais do que a sul-coreana Samsung, em terceiro lugar. Ainda assim, a Apple teve redução de 13% na sua parcela de mercado mercado no primeiro semestre em comparação ao mesmo período em 2019. Já a Huawei cresceu 113+, a Samsung cresceu 46% e a Garmin cresceu 39% no período. Além da Apple, a Fitbit também apresentou queda expressiva de mais de 20%.

Veja o ranking abaixo das empresas que lideram o mercado de relógios inteligentes.

1 – Apple: 5,2 milhões de unidades vendidas, parcela de mercado 36,3%
2 – Huawei: 2,1 milhões de unidades vendidas, parcela de mercado 14,9%
3 – Samsung: 1,8 milhão de unidades vendidas, parcela de mercado 12,4%
4 – Garmin: 1,1 milhão de unidades vendidas, parcela de mercado 7,3%
5 – Fitbit: 0,9 milhão de unidades vendidas, parcela de mercado 8,9%

Segundo relatório da consultoria chinesa Counterpoint Research, os smartwatches mais vendidos globalmente no primeiro semestre foram:

1 – Apple Watch Série 5
2 – Apple Watch Série 3
3 – Huawei Watch GT2
4 – Galaxy Watch Active 2
5 – Imoo Z3 4G

Segundo Sujeong Lim, analista sênior da Counterpoint Research, o mercado de relógios inteligentes se mostrou um campo do setor de consumo pouco afetado pela crise global causada pela pandemia do novo coronavírus. “O segmento de smartwatches continua a ser popular, em comparação com a desaceleração vista na demanda de smartphones e muitos outros mercados nos primeiros seis meses de 2020 devido à devastação causada pelo covid-19. Quase 42 milhões de smartwatches foram vendidos no primeiro semestre de 2020, à medida que os vestíveis continuam a ter uma demanda maior, com os consumidores se tornando mais preocupados com a saúde. Índia (+ 57% ano sobre ano), Europa (+ 9% ano sobre ano) e os EUA (+ 5% ano sobre ano), as regiões mais afetadas de covid-19, viram um crescimento saudável nas remessas de smartwatches que compensou o declínio em outros mercados. ”

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