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Hackers vazam 13 GB de fotos de usuários do Snapchat

Culpa é de aplicativo que servia de 'alternativa' ao Snapchat e permitia salvar os snaps recebidos; aplicação também guardava o conteúdo em servidores próprios

snapchat (Getty Images/Getty Images)

snapchat (Getty Images/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2014 às 10h49.

Um banco de dados com 13 GB de fotos e vídeos do Snapchat foi divulgado na noite desta última quinta-feira. A biblioteca, que contém pelo menos 100 mil arquivos, foi obtida por hackers a partir do servidor de um app não-oficial feito por terceiros, que servia como "alternativa" ao Snapchat e armazenava as imagens e os clipes trocados entre usuários.

O aplicativo em questão não foi revelado, mas suspeitas levantadas pelo Business Insider (BI) apontam para o Snapsave ou para o Snapsaved – ambos disponíveis apenas longe das lojas oficiais. Segundo a reportagem, ambos os programas “burlavam” o sistema da aplicação original e permitiam aos usuários salvar tudo que recebiam.

De acordo com o texto, o serviço “culpado” teria armazenado arquivos durante anos, mas pode nem ser exatamente o responsável direto pelo vazamento. O mais provável é que as fotos e os vídeos ficavam em um servidor desprotegido, uma prática bem diferente da seguida pelo próprio Snapchat – o que facilitou o trabalho dos invasores.

Em comunicado enviado ao mesmo Business Insider, a empresa responsável pelo app oficial confirmou que a segurança do banco de dados principal não foi quebrada – o que é um alívio, ainda mais se considerarmos que o histórico dela não é dos melhores.

No texto, a marca também afirmou que os “snapchatters” afetados foram “vitimizados pelo uso de aplicações de terceiros para enviar e receber Snaps, uma prática que nós proibimos expressamente em nossos termos de uso exatamente porque compromete a proteção de nossos usuários”. 

O que também preocupa no caso é que a violação de privacidade afeta uma parcela considerável de menores de idade. Segundo a reportagem do BI, usuários no 4Chan notaram que, na biblioteca, há uma boa quantidade de material que pode ser considerado pornografia infantil – o que até faz sentido, já que metade dos usuários da aplicação oficial são jovens de 13 a 17 anos.

Para evitar problemas do tipo, o ideal é fugir de alternativas não-oficiais, como o Snapchat sugeriu –especialmente essas soluções que nem ficam disponíveis nas lojas de apps. Mas mesmo isso pode não ser suficiente, já que a segurança das aplicações oficiais também pode ter problemas. O histórico ruim do app de fotos é um bom exemplo disso.

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