Nokia 300 Charge: novo celular da Nokia tem duração de até 40 dias de bateria (HMD /Divulgação)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 25 de agosto de 2026 às 08h35.
A HMD, licenciada da marca Nokia para telefones, lançou o Nokia 300 Charge, um celular de teclas físicas com capacidade de bateria de 37 horas de conversação e mais de 40 dias de autonomia em modo de espera (standby), com dois chips (dual-SIM) ativados, segundo a empresa.
O diferencial do aparelho, no entanto, é o modo powerbank. Segundo a HMD, com a bateria carregada, o Nokia 300 Charge pode carregar outros celulares e acessórios diretamente a partir dele, usando um cabo 4 em 1 incluído na caixa, com adaptadores para Micro USB, USB tipo C e USB tipo A.
A empresa afirma que "a compatibilidade não é restrita a uma marca específica" e que "qualquer celular ou acessório que aceite carregamento por um desses três padrões de conexão pode ser carregado pelo Nokia 300 Charge" — o que inclui a maioria dos smartphones Android atuais (USB-C), iPhones e diversos celulares de teclas (Micro USB), além de modelos com entrada USB tipo A. A empresa ressalva que a velocidade e a eficiência do carregamento variam conforme o aparelho conectado.
Do 'tijolão' à IA: como a Nokia quer ganhar o mercado depois da criseO celular também traz carregamento rápido de 10 watts (W) e uma lanterna de LED que a HMD descreve como até quatro vezes mais potente que a do Nokia 105, medida a um metro de distância. O design é reforçado, com acabamento texturizado para facilitar a pegada, mantendo um perfil fino e leve.
O lançamento não acontece por acaso. Levantamento da Hapu Culture Curators Lab mostra que celulares sem acesso à internet — os chamados "dumb phones" — vêm crescendo justamente entre o público mais jovem: as vendas desse tipo de aparelho entre pessoas de 18 a 24 anos subiram 148% desde 2021, enquanto o uso de smartphone na mesma faixa etária caiu 12% no período.
O mesmo estudo aponta que 60% da geração Z gostaria de retornar a uma era anterior às redes sociais, e que a desconexão digital vem se consolidando como uma espécie de símbolo de status entre os mais jovens.