Ciência

New Horizons acha planície congelada no "coração" de Plutão

Informalmente, a Nasa está chamando a região de "Planície Sputnik", em homenagem ao primeiro satélite a orbitar a Terra


	A Planície Sputnik está situada no Regio Tombaugh, região conhecida como o "coração" de Plutão
 (Divulgação/Nasa)

A Planície Sputnik está situada no Regio Tombaugh, região conhecida como o "coração" de Plutão (Divulgação/Nasa)

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Da Redação

Publicado em 17 de julho de 2015 às 16h52.

São Paulo - A Nasa publicou uma nova imagem em alta resolução da superfície de Plutão, mostrando novos detalhes sobre a planície congelada situada no "coração" do ex-planeta.

A foto é, na verdade, um mosaico de três registros feitos pela espaçonave New Horizons, na terça-feira (14), poucos minutos antes que a sonda chegasse ao ponto mais próximo do planeta anão.

Uma das três imagens do mosaico mostra uma parte congelada da superfície de Plutão que Jeff Moore, geólogo da missão, chamou de "terreno não-muito-fácil-de-explicar", durante uma coletiva de imprensa.

Informalmente, a Nasa está chamando a região de "Planície Sputnik", em homenagem ao primeiro satélite a orbitar a Terra.

A Planície Sputnik possui uma superfície bastante irregular e segmentada, separada por valas, um padrão que é semelhante ao formado por lama seca na terra.

A planície estaria dentro da região agora oficialmente conhecida como Regio Tombaugh, uma homenagem ao astronomo que descobriu Plutão.

Em uma imagem mais aproximada dessa região, Moore mostrou uma evidência de que existe vento na superfície de Plutão. Os riscos escuros da imagem se esticam por quilômetros, no mesmo sentido.

A superfície gelada também revela indícios da ocorrência de sublimação, o processo no qual o gelo se transforma diretamente em vapor.

A terceira foto que forma o mosaico já havia sido mostrada em uma coletiva de imprensa no começo da semana.

Essa permitiu aos cientistas saberem que Plutão é formadas por montanhas de gelo, com até 3,3 mil metros de altitude, e que a formação da superfície é geologicamente recente, pela falta de crateras visíveis.

Os resultados são intrigantes porque, até agora, acreditava-se que corpos celestes gelados como Plutão não tinham tanta atividade geológica.

Esses planetas geralmente precisam de uma grande fonte gravitacional por perto (como acontece em Europa, maior lua de Júpiter) para criar superfícies como as vistas nas imagens registradas.

A equipe da New Horizons agora tenta entender por que o ex-planeta se comporta desse jeito.

E os cientistas da New Horizons acreditam que muitas outras novas informações sobre o planeta anão ainda irão aparecer.

O reconhecimento de Plutão está apenas no começo, já que o resto dos dados e imagens registrados durante o rasante da espaçonave irão terminar de chegar apenas daqui 16 meses.

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