No grupo estudado, as mulheres mostraram-se mais ousadas que os homens ao enviar torpedos (Franko Lee/AFP)
Da Redação
Publicado em 20 de julho de 2011 às 11h01.
Última atualização em 5 de abril de 2021 às 15h53.
São Paulo – Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos apontou que as mulheres são mais propensas a enviar SMS com conteúdo sexual do que os homens. Elas seriam praticantes mais frequentes do chamado sexting (palavra que vem da mistura de "sex" com "texting"), enviando mensagens com fotos ou textos picantes. O estudo também sugere que homens e mulheres são igualmente propensos a trair seus parceiros – seja na vida real ou no mundo virtual.
O estudo recebeu o nome de Let your fingers do the talking: sexting and infidelity in cyberspace (Deixe que os dedos falem por você: sexting e infidelidade no ciberespaço). Foi feito por Diane Kholos Wysocki, professora da Universidade de Nebraska, e Cheryl D. Childers, da Universidade Washburn, ambas nos Estados Unidos.
A pesquisa teve como foco um site voltado para pessoas casadas que buscavam parceiros sexuais fora do casamento (AshleyMadison.com). No total, 5.187 adultos responderam a perguntas sobre o uso da internet e seu comportamento sexual na web e na vida real. As mulheres se destacaram por estar mais propensas do que homens a trocar mensagens de conteúdo sexual pelo celular. Dois terços delas enviavam esse tipo de SMS, contra apenas metade dos homens.
Entre os frequentadores do site, homens e mulheres traíram na mesma proporção. No total, dois terços dos participantes afirmaram terem praticado traição online, enquanto mais de três quartos traíram na vida real. No entanto, homens mais velhos estavam mais propensos a trair na vida real do que homens mais jovens. Outra conclusão do estudo é que, embora a busca por parceiros ocorresse na internet, o que a maioria das pessoas buscava era um parceiro que pudesse levar para a vida real.
As pesquisadoras alertam que a metodologia usada não permite que os dados sejam extrapolados para toda a população. "Os resultados possuem um viés natural causado pela maneira como a pesquisa foi conduzida – especialmente porque o site em que foi feita já limita o tipo de participante que responde", dizem. Mesmo assim, o estudo representa um recorte sociológico válido do comportamento online.