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"Lives surgiram como forma de adaptação", diz Marília Mendonça

Artista comenta que montar uma boa transmissão requer diversos cuidados e que doações são o principal objetivo

Em 8 de abril, a cantora sertaneja Marília Mendonça usou um vestido preto e chinelos para cantar, pela primeira vez, diretamente de sua casa, em uma transmissão ao vivo no site de vídeos YouTube, do Google. Mendonça reuniu 3,3 milhões de pessoas, um recorde para vídeos ao vivo de música na internet, para assistir ao show beneficente virtual por mais de três horas, enquanto apresentava os sucessos "Graveto", "Bebi Liguei" e "Supera".

Alguns dias depois, na sexta-feira do dia 17 de abril, a cantora se reuniu com colegas do ramo - como Maiara & Maraisa e Zé Neto & Cristiano - para um festival de lives da agência WorkShow. A goiana conversou com a Exame sobre sua experiência fazendo lives e a saudade dos palcos.

As lives - como ficaram conhecidas as transmissões ao vivo - ganharam destaque no meio musical durante a quarentena global para conter a pandemia do novo coronavírus. Com o distanciamento social, muitos artistas aderiram ao formato de ao vivo, mesmo que nunca tivessem tentado algo parecido antes. Nessa onda, se destacaram, também, as empresas de tecnologia, em especial YouTube, Instagram e Facebook, que registraram aumento global no uso de seus recursos de vídeo ao vivo via internet durante a quarentena.

Leia a reportagem completa sobre o fenômeno das lives na quarentena na Revista EXAME

Leia, a seguir, a entrevista com Marília Mendonça sobre o fenômeno das lives:

EXAME: O ambiente das lives é totalmente diferente do ambiente de um show presencial. Do que mais está sentindo falta?

Marília Mendonça: Eu amo os palcos, amo a estrada. Já tenho experiência em ficar um período longe, por conta da licença-maternidade e, infelizmente, na minha volta, tive que parar de novo por conta da pandemia. Estou morrendo de saudades de fazer show. Mas assim como muita gente está fazendo, eu sigo trabalhando em casa, gravando músicas e até um clipe fizemos, com celular mesmo, e deu certo.

Foi muito difícil se adaptar às lives?

Tem sido uma grande adaptação, a gente precisa fazer tudo com uma equipe reduzida ao máximo, tomar todos os cuidados necessários. Todo mundo usa máscara, luva e mantém a distância. Precisamos acertar tudo para uma boa transmissão, pensar no repertório, são muitos detalhes, não é só ligar uma câmera e começar a cantar.

Esse novo formato permite que você continue fazendo seu trabalho e, ainda, serve de passatempo para quem está em casa. De que forma as lives podem ajudar as pessoas a atravessar essa fase?

Além de levar entretenimento para quem está em casa, é uma forma de unir o útil ao agradável, usando a live como um canal para ajudar de alguma forma a amenizar essa crise e, principalmente, tanta gente que está sofrendo com isso tudo. Eu fico muito feliz de ter consigo alcançar nosso principal objetivo que é levantar doações e ajudar a quem precisa no Brasil inteiro.

Lidar com o distanciamento social está sendo mais complicado do que imaginava?

Esse período de isolamento não está sendo fácil para ninguém, é algo que nós nunca vivemos então é uma incerteza muito grande, não sabemos exatamente quando isso vai passar e isso causa uma certa angústia, mas estou torcendo para sairmos dessa situação o quanto antes e da melhor maneira possível.

A quarentena e as lives serão responsáveis por um grande impacto futuro na indústria musical?

Todo mundo foi afetado de alguma forma e a indústria de entretenimento, shows e eventos sofreu um baque muito forte, foi um impacto na vida de muitas pessoas que trabalham com isso. A gente vai se adaptando e, ao meu ver, as lives surgiram exatamente nesse contexto de adaptação. Mas espero que possamos nos recuperar desse período logo para que as coisas voltem ao normal.

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