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Guardian e Post levam o prêmio Pulitzer pelo caso Snowden

Os jornais Guardian e Washington Post levam o prestigiado prêmio Pulitzer de jornalismo por sua cobertura do caso Snowden


	Edward Snowden: suas revelações renderam o prêmio Pulitzer ao Guardian e ao Washington Post
 (AFP)

Edward Snowden: suas revelações renderam o prêmio Pulitzer ao Guardian e ao Washington Post (AFP)

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Maurício Grego

14 de abril de 2014, 17h16

São Paulo -- Os jornais Guardian e Washington Post são os grandes vencedores do prêmio Pulitzer de jornalismo deste ano. Os dois foram escolhidos por terem revelado ao mundo o massivo esquema de espionagem da NSA descrito em documentos vazados por Edward Snowden.

Os dois jornais levam o Pulitzer na categoria serviço ao público, a mais importante. O anúncio foi feito hoje, em Nova York. A premiação acontece dez meses depois que o britânico Guardian publicou a primeira reportagem sobre a espionagem realizada pela NSA via big data.

O prêmio é, de certa forma, um desafio ao governo americano e à espionagem da NSA. Ele é oferecido pela Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, país onde Edward Snowden provavelmente seria preso se viajasse para lá. 

No Guardian, o principal responsável pelas reportagens reveladoras do caso Snowden é o repórter Glenn Greenwald, que vive no Rio de Janeiro. Greenwald trabalhou em conjunto com a cineasta Laura Poitras. 

Ambos já haviam recebido o prêmio George Polk de jornalismo, na semana passada, junto com o Ewen McAskill, também do Guardian, e Barton Gellman, do Washington Post – todos eles pelas reportagens sobre o caso Snowden.

Além disso, Greenwald foi o primeiro estrangeiro a receber, no Brasil, o prêmio Esso de jornalismo. Ele foi premiado junto com Roberto Kaz e José Casado pelos artigos que escreveu para o jornal O Globo sobre a espionagem da NSA no país. 

O Prêmio Pulitzer na categoria Serviço ao Público, porém, é entregue às publicações, não aos jornalistas. O Guardian e o Washington Post devem receber uma medalha de ouro cada um.