Tecnologia

Governo de São Paulo vai instalar 20 mil chips em cães

Dispositivos armazenarão informações de localização e sobre a saúde do animal

Sistema ajudará a monitorar animais infectados com a Leishmaniose Visceral Americana (Michael Loccisano/Getty Images)

Sistema ajudará a monitorar animais infectados com a Leishmaniose Visceral Americana (Michael Loccisano/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 20 de outubro de 2010 às 16h58.

São Paulo - A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia nesta semana um projeto que utiliza microchips em cães para identificar animais infectados com a Leishmaniose Visceral Americana.

Aproximadamente 20 mil cães passarão por inquérito censitário. Os animais receberão um microchip, onde ficarão armazenadas as informações sobre sua saúde e endereço. No chip também ficarão armazenados os resultados dos exames laboratoriais de sangue que forem realizados no período da pesquisa.

Batizado de "Legal pra Cachorro", o projeto tem como objetivo monitorar pelos próximos dois anos a população canina em 10 municípios localizados na região de Marília, onde foram registrados 96 casos e oito mortes de humanos pela doença em 2008 e 2009.

Em Adamantina, os cães receberão também uma coleira, que além do efeito repelente é também inseticida, matando o flebotomínio (inseto transmissor da Leishmaniose Visceral Americana) ao picar o cão. Os 4.000 cães de Adamantina servirão de controle para comprovar a eficácia da coleira.

A secretaria investigará também os hábitos alimentares dos insetos. Através dos exames do conteúdo estomacal será possível identificar o sangue de quais animais os insetos mais se alimentam.

Os municípios participantes são Adamantina, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha, Sagres e Salmorão. A idéia é expandir o projeto para outras regiões do Estado.

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