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Como saber se o celular está com vírus e o que fazer para removê-lo

Veja como identificar malwares no celular e remover ameaças no Android e no iPhone com segurança

Vírus no celular: sinais de infecção no Android e no iPhone e passo a passo para limpar o aparelho (SOPA Images/LightRocket /Getty Images)

Vírus no celular: sinais de infecção no Android e no iPhone e passo a passo para limpar o aparelho (SOPA Images/LightRocket /Getty Images)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 27 de abril de 2026 às 09h49.

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Celular lento sem motivo, bateria que acaba rápido, aplicativos que surgem do nada e propagandas que aparecem na tela toda hora — esses são alguns dos sinais de que o aparelho pode estar com um vírus.

Com ameaças cada vez mais sofisticadas e milhões de tentativas de instalação de apps nocivos bloqueadas todos os anos, saber identificar e remover vírus no celular deixou de ser precaução, visto que agora carregamos informações sensíveis como senhas, contas bancárias e documentos pessoais no smartphone.

Tanto o Android quanto o iOS oferecem recursos nativos de proteção, mas quem quer reforçar a defesa pode contar com antivírus confiáveis que fazem varreduras completas sem comprometer o desempenho do aparelho.

Quais são os sinais de vírus no celular?

Os vírus, também chamados de malwares, nem sempre se anunciam com um alerta na tela. A maioria opera em segundo plano e se revela por mudanças no comportamento do aparelho. Os indícios mais comuns são:

  • Anúncios invasivos: pop-ups e propagandas aparecem fora de aplicativos, na tela inicial ou nas notificações, sem que nenhum app esteja aberto;
  • Bateria descarregando rápido: o consumo de energia aumenta porque processos maliciosos rodam em segundo plano, ativando câmera, microfone ou conexão de dados sem autorização;
  • Lentidão e travamentos: o sistema demora para abrir apps simples, congela com frequência ou reinicia sozinho;
  • Apps desconhecidos instalados: aplicativos que o usuário não baixou aparecem na gaveta ou na lista de apps do sistema;
  • Consumo de dados fora do padrão: o malware envia ou recebe informações de servidores externos, o que eleva o uso de internet móvel de forma inesperada.

Se dois ou mais desses sinais aparecerem ao mesmo tempo, o aparelho merece uma verificação de segurança.

Como verificar se o celular Android está com vírus?

O Google Play Protect é a defesa nativa do Android contra apps nocivos. Segundo o relatório de segurança do Google publicado em fevereiro de 2026, o sistema analisa mais de 350 bilhões de aplicativos por dia e identificou mais de 27 milhões de apps maliciosos instalados fora da Play Store ao longo de 2025. Para rodar uma verificação manual, basta seguir o passo a passo:

  1. Abra a Google Play Store;
  2. Toque no ícone de perfil no canto superior direito;
  3. Selecione Play Protect;
  4. Toque em Verificar.

O Play Protect escaneia todos os apps instalados — inclusive aqueles baixados fora da loja oficial — e avisa se detectar algo suspeito. O sistema remove automaticamente as ameaças mais graves e desativa as menos críticas, notificando o usuário sobre a ação tomada.

Em aparelhos Samsung, há uma camada adicional. O caminho é Configurações > Assistência do aparelho e bateria > Proteção do dispositivo (o nome exato pode variar conforme o modelo e a versão da One UI).

Como remover vírus do celular Android?

Se o Play Protect encontrou uma ameaça ou o aparelho continua com comportamento estranho, o passo seguinte é uma limpeza mais profunda.
Reinicie no Modo de Segurança. Esse modo desativa todos os apps de terceiros e permite identificar o causador do problema. Na maioria dos aparelhos Android, o procedimento funciona assim:

  1. Pressione e segure o botão de ligar/desligar;
  2. Quando o menu aparecer na tela, mantenha a opção Desligar pressionada por alguns segundos;
  3. Toque em OK quando o sistema perguntar se deseja reiniciar no Modo de Segurança;
  4. A etiqueta "Modo de segurança" aparece no canto inferior esquerdo da tela.

Com o Modo de Segurança ativo, vá em Configurações > Aplicativos e procure apps instalados há pouco tempo ou com nomes genéricos que você não reconhece. Desinstale os suspeitos um por um e reinicie o aparelho no modo normal para testar se o problema foi resolvido.

Se o comportamento estranho persistir depois da desinstalação, vale limpar o cache do navegador. Alguns malwares armazenam scripts no Chrome que redirecionam páginas ou disparam anúncios. O caminho é Configurações > Privacidade e segurança > Limpar dados de navegação.

Outra medida é instalar um antivírus dedicado para fazer uma varredura mais profunda do que a do Play Protect. Apps como o Avast One, o Bitdefender Mobile Security, o Kaspersky e o Norton Mobile Security têm boa avaliação em testes independentes e conseguem identificar ameaças que escaparam da verificação padrão.

Se nada disso resolver, resta a restauração de fábrica. Antes de acionar a opção em Configurações > Sistema > Redefinir, faça backup de fotos, contatos e arquivos importantes — o processo apaga tudo que está no aparelho.

O iPhone pode pegar vírus?

Pode, embora seja mais raro. O iOS opera com restrições de segurança mais rígidas — apps rodam em ambientes isolados (sandboxing) e a App Store passa por um processo de revisão com múltiplas camadas.

Ainda assim, o sistema não é invulnerável. Pesquisadores do Google, da Lookout e da iVerify identificaram em março de 2026 um spyware chamado DarkSword que explorava versões do iOS entre 18.4 e 18.7. A estimativa é que entre 220 milhões e 270 milhões de iPhones com versões desatualizadas ficaram expostos.

O principal fator de risco no iPhone é o sistema desatualizado. Diferente do Android, o iOS não possui antivírus com varredura profunda do sistema — a própria arquitetura impede esse tipo de acesso. A proteção depende de manter o software na versão mais atual.

Como proteger o iPhone contra malwares?

O iOS não oferece um equivalente ao Play Protect com escaneamento manual. A proteção do iPhone depende, antes de tudo, de manter o sistema atualizado. Acesse Ajustes > Geral > Atualização de Software e instale a versão mais atual do iOS — cada patch corrige brechas que podem ser exploradas por malwares como o DarkSword.

Com o sistema em dia, o passo seguinte é revisar o que os apps instalados podem acessar. Em Ajustes > Privacidade e Segurança, verifique quais apps têm permissão para usar câmera, microfone, localização e contatos. Se algum app pede acesso incompatível com sua função — uma calculadora solicitando o microfone, por exemplo — é melhor removê-lo.

Ataques mais sofisticados podem instalar perfis de configuração maliciosos sem que o usuário perceba. Para checar, vá em Ajustes > Geral > VPN e Gestão de Dispositivos. Se aparecer algum perfil que você não autorizou, remova-o.

Também vale limpar o histórico do Safari para eliminar scripts de páginas comprometidas. O caminho é Ajustes > Apps > Safari > Limpar Histórico e Dados dos Sites.

Quem busca segurança no iPhone deve evitar o jailbreak. O desbloqueio remove camadas de proteção da Apple — como o isolamento entre apps e a verificação de código — e abre espaço para ameaças que o sistema original barraria.

Como evitar que o celular seja infectado?

Prevenção reduz a chance de infecção tanto no Android quanto no iPhone. As práticas que mais protegem são:

  • Baixar apps apenas da Google Play Store ou da App Store: lojas oficiais passam por verificações de segurança antes de publicar cada aplicativo
  • Manter o sistema operacional atualizado: cada patch corrige falhas conhecidas que podem ser exploradas por invasores
  • Não instalar arquivos APK de fontes desconhecidas no Android: apps fora da loja oficial são a principal porta de entrada para malwares;
  • Revisar permissões dos apps com frequência: revogar acessos desnecessários limita o que um app comprometido pode fazer com os dados do aparelho.
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