Tecnologia

Embaixada dos EUA no Brasil evita comentar espionagem contra brasileiros

Brasília - Após uma hora de reunião, hoje (8), em Brasília, sobre a existência de um sistema de espionagem de telefonemas e e-mails de cidadãos brasileiros por parte...

Obama (Getty Images)

Obama (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h28.

Brasília - Após uma hora de reunião, hoje (8), em Brasília, sobre a existência de um sistema de espionagem de telefonemas e e-mails de cidadãos brasileiros por parte de agências de informação do governo norte-americano, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou à Agência Brasil que aguarda “instruções de Washington” para se manifestar.

O governo norte-americano havia informado ontem (7) que não responderá publicamente ao pedido de esclarecimento apresentado pelo Ministério das Relações Exteriores sobre o tema.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, está hoje em Belo Horizonte para uma palestra sobre política externa na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ontem, o chanceler disse que foram solicitados esclarecimentos aos Estados Unidos por intermédio da Embaixada do Brasil em Washington e também ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Patriota admitiu que recebeu com “grave preocupação” as informações de que contatos eletrônicos e telefônicos de cidadãos brasileiros estariam sendo monitorados. O ministro disse que o governo do Brasil apresentará iniciativas na Organização das Nações Unidas (ONU) pelo estabelecimento de normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e a preservação da soberania dos demais Estados.

O Itamaraty pretende ainda pedir à União Internacional de Telecomunicações (UIT), em Genebra, na Suíça, o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança das telecomunicações. As informações sobre espionagem a cidadãos brasileiros vieram à tona a três meses da primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos. A visita da presidenta está prevista para 23 de outubro e foi confirmada pelas autoridades. A visita de Estado é considerada pelos norte-americanos como especial por ser autorizada apenas a alguns parceiros.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, está prestes a deixar o cargo. Para o lugar dele foi designada a diplomata Liliana Ayalde. A informação foi confirmada há um mês, mas por enquanto não há data para a substituição ocorrer. Ayalde é atualmente secretária-assistente adjunta de Estado para Cuba, América Central e Caribe, no setor de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado Americano.

Por intermédio de e-mail, o Departamento de Estado norte-americano havia informado que dará resposta apropriada à demanda brasileira. “O governo dos Estados Unidos vai responder apropriadamente a nossos parceiros no Brasil pelas vias diplomáticas e de inteligência. Não vamos comentar publicamente ou especificar supostas atividades de inteligência. Como política, deixamos claro que os EUA obtêm inteligência estrangeira do tipo coletado por todas as nações", diz o texto.

Acompanhe tudo sobre:EspionagemINFOPrivacidade

Mais de Tecnologia

BYD e XPeng apostam em robôs humanoides para diversificar negócios

Hong Kong concentra quatro das cinco maiores IPOs globais de IA no 1º trimestre

Ataques cibernéticos são maior risco para multinacionais até 2030, aponta pesquisa

Google começa a permitir que usuários alterem seu endereço de e-mail