Ciência

Elixir da vida pode estar no sangue dos jovens

Uma pesquisa revelou que o sangue de ratos jovens cura fraturas de camundongos velhos com uma rapidez impressionante

Amostra de sangue: segundo os cientistas, as moléculas jovens podem acelerar o processos de cicatrização (thinkstock)

Amostra de sangue: segundo os cientistas, as moléculas jovens podem acelerar o processos de cicatrização (thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2015 às 13h55.

São Paulo – Cientistas da Duke University descobriram que o sangue pode ser o famoso elixir da vida. Pode parecer bizarro, porém eles revelaram, em uma pesquisa, que o sangue jovem cura os ossos quebrados de seres vivos mais velhos com uma velocidade impressionante.

Conforme descrito na revista Nature, circular o sangue de camundongos jovens em ratos mais velhos com fraturas acelera o processo de cicatrização, em comparação com ratos da mesma idade. Esse efeito pode ser replicado ao fazer um transplante de medula óssea de indivíduos jovens em ratos idosos.

Segundo a pesquisa, a molécula responsável pela cura é a beta-catenina. Trabalhos anteriores demonstraram que essa proteína é essencial para a reparação de fraturas ósseas.

Durante algumas fases da cicatrização, os níveis da beta-catenina devem ser fortemente regulados. Isso deve ser feito, pois muita beta-catenina pode transformar células imaturas, que cresceriam como células formadoras de ossos novos, em um tipo diferente de célula. Assim, o tecido ficaria mais parecido com uma cicatriz do que com um osso.

Para controlar a liberação de beta-catenina nos ratos idosos, os cientistas usaram uma técnica chamada parabiose. Eles ligaram os sistemas circulatórios dos dois camundongos de diferentes idades, enquanto eles ainda estavam vivos.

Essa descoberta desafia a antiga crença de que a capacidade reparadora das células ósseas diminui ao longo do tempo. Na realidade, sugere a pesquisa, o que diminui o poder de cicatrização óssea em pessoas mais velhas é o sangue.

"Não é que as células ósseas não podem se curar quando nós envelhecemos, mas que elas realmente podem se curar se forem dadas as pistas corretas", disse o autor da pesquisa Benjamin Alman, em um comunicado.

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