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Distribuidoras da Austrália param de vender quinta versão de GTA

'Jogos como esse preparam mais uma vez uma nova geração de meninos a tolerar a violência contra as mulheres', afirma o texto da petição

GTA (Reprodução/Fotos Públicas)

GTA (Reprodução/Fotos Públicas)

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Da Redação

Publicado em 6 de dezembro de 2014 às 22h37.

As gigantes australianas do varejo Target e Kmart anunciaram nesta quinta-feira que retiraram de suas prateleiras o Grand Theft Auto V - videogame de renome mundial no qual é preciso matar e trapacear para vencer - porque o mesmo fomenta a violência contra as mulheres.

Target e Kmart, integrantes do holding Wesfarmers, tomaram a decisão de não vender a quinta versão do GTA após uma petição lançada por ex-prostitutas que recolheu 40 mil adesões. "Jogos como esse preparam mais uma vez uma nova geração de meninos a tolerar a violência contra as mulheres", afirma o texto da petição. "Fomenta a epidemia de violência sofrida por tantas meninas e mulheres na Austrália e em todo o mundo", acrescenta o documento, que fala de um jogo "repugnante".

A Target, com 300 lojas na Austrália, afirmou que o grupo deseja levar em consideração as inquietações da sociedade australiana. No entanto, continuará vendendo outros videogames proibidos para menores de 18 anos.

O GTA, lançado em 1997 em uma versão que provocou polêmica desde o início, e que tem legiões de fãs em todo o mundo, coloca em cena um trio muito particular que atua em uma cidade chamada Los Santos, em uma referência a Los Angeles.

As novas aventuras do trio não ajudam a aliviar o debate, já que há diversas cenas de relações sexuais com prostitutas, de condução de veículos em estado de embriaguez ou assassinatos.

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