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Criminosos da internet agem como executivos, diz empresa

Segundo as conclusões das pesquisas, mundo dos crimes na internet está cada vez mais especializado e cheio de organizações com níveis hierárquicos


	Sombra de mão sobre teclado: para a infecção e distribuição de vírus, os prestadores do crime cobram 100 dólares
 (Reprodução)

Sombra de mão sobre teclado: para a infecção e distribuição de vírus, os prestadores do crime cobram 100 dólares (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 27 de dezembro de 2012 às 14h30.

São Paulo – O mundo do crime virtual está pagando cada vez melhor e os criminosos que prestam os serviços (crimes) estão agindo como verdadeiros empresários. Esta é uma das conclusões do relatório 2013 de crimes cibernéticos da Fortinet, empresa especializada em segurança digital.

Segundo as conclusões das pesquisas, o mundo dos crimes na internet está cada vez mais especializado e está cheio de organizações com níveis hierárquicos que variam entre executivos, gerentes e funcionários de nível inferior.

Para auxiliar os “serviços” prestados, as organizações incluem consultores de crime para ajudar os solicitantes na compra e uso das redes botnet. Além disso, os especialistas apresentam serviços de gestão para proteger as redes zumbis, como a constante mudança de endereços de IP.

O relatório identificou os serviços delinquentes e preços cobrados pelos “executivos do crime”. No exemplo de consultoria da rede botnet, o solicitante deve pagar entre 350 e 400 dólares. Para alugar a rede zumbi, são necessários 535 dólares por cinco horas diárias em uma semana.

Já para a infecção e distribuição de vírus, os prestadores do crime cobram 100 dólares. Estes mesmos criminosos estão cobrando 17 dólares por 300 milhões de tentativas para descobrir senhas, o que leva em torno de 20 minutos para executar a tarefa.

A Fortinet espera que os países tornem as leis mais rígidas para derrubar grandes redes botnets e prender as organizações que cometem os crimes.

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