Como esta veterana dos eletrônicos quer levantar mais de R$ 1 bi na bolsa

Com presença em mais de 98% das cidades brasileiras, a Intelbras é uma das maiores empresas de tecnologia do país. Objetivo é aproveitar o bom momento da B3

A Intelbras deu mais um passo rumo ao mercado de capital aberto. A companhia comandada por Altair Silvestri definiu nesta terça-feira (12) o preço que pretende cobrar pelas ações que serão ofertadas na B3. Fundada em 1976, a fabricante de produtos eletrônicos, principalmente relacionados à segurança, como câmeras, fechaduras inteligentes e alarmes, pretende arrecadar pelo menos 1 bilhão de reais com seu IPO.

O pedido para a abertura de capital da companhia com sede em São José, cidade vizinha a Florianópolis, foi feito em dezembro do ano passado. Nesta terça-feira, as ações devem ser colocadas à venda por preços entre 15,25 e 19,25 reais cada. Considerando a média de 17,25 reais por ativo, a previsão é arrecadar mais de 1,2 bilhão de reais com o IPO que está sendo coordenado pelos bancos BTG Pactual, Santander Brasil, Itaú BBI e Citigroup.

A Intelbras pretende aproveitar o bom momento das empresas de tecnologia na B3, como a Locaweb, que se tornou uma queridinha dos investidores, para encher os cofres. O dinheiro será utilizado para que a companhia invista ainda mais na diversificação de sua operação. O plano é expandir a capacidade produtiva e os canais de varejo. Há também a intenção de aumentar os serviços de locação de produtos de hardware as a service.

Com presença em 98% das 5,5 mil cidades brasileiras, a companhia fundada por José Francioni de Freitas como parte de um grupo familiar hoje é composta por uma rede com mais de 370 distribuidores e 80 mil revendedores credenciados – responsáveis por quase 75% das vendas. Ao fim do terceiro trimestre do ano passado, a Intelras empregava 3.500 pessoas em suas fábricas e escritórios.

Financeiramente, os números são consistentes. Em seu prospecto preliminar para a abertura de capital, a empresa catarinense faturou 1,46 bilhão de reais nos primeiros nove meses de 2020 contra 1,21 bilhão de reais no mesmo período de 2019, um aumento de 20,2%. No período, o lucro líquido foi superior a 121 milhões de reais, 2,6% maior do que os cerca de 118 milhões de reais nos três trimestres de 2019.

Do faturamento de quase 1,5 bilhão de reais obtido nos primeiros nove meses do ano passado, uma fatia de 53%, ou 777 milhões de reais, foi obtida com a unidade de segurança eletrônica. Este percentual já foi maior. Com a diversificação dos negócios nos últimos anos, a Intelbras já obtém 37% de sua receita (540 milhões de reais) com sua divisão de comunicação digital. Uma fatia de quase 10% vem da divisão de energia.

O portfólio da Intelbras foi expandido ao longo dos últimos anos para mais softwares e hardwares com o objetivo de atender aos setores empresarial, residencial e condominial. São produtos como roteadores, telefones corporativos, rádios-comunicadores, cabos e até painéis de energia solar – além das já citadas câmeras de segurança e sistemas de alarmes sonoros.

Venda pode ser ainda maior

No documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Intelbras informa que 46 milhões de ações farão parte de uma distribuição primária. Isso significa que os recursos obtidos irão diretamente para o caixa da companhia. Outras 26 milhões de ações são secundárias. Neste caso, são os acionistas que colocam suas próprias ações para venda durante o IPO.

O que pode fazer com que a Intelbras aumente o valor arrecado em sua abertura de capital é que existe a possibilidade de que a empresa catarinense ainda coloque à venda dois lotes complementares de ações, um com 14 milhões de ações e outro composto com 10,8 milhões de papéis da empresa. Ainda não há uma garantia de que isso será feito. A resposta deve vir no dia 2 de fevereiro, quando a companhia definir o preço dos papéis da INTB3.

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