Tecnologia

Com novos aplicativos, Apple quer ser o serviço definitivo dos criadores de conteúdo

Novo pacote criativo reúne seis apps profissionais e chega à App Store em 28 de janeiro com teste grátis de um mês

Apple lança Creator Studio: no Brasil, assinatura mensal custará a partir de R$ 39,90 (Apple/Reprodução)

Apple lança Creator Studio: no Brasil, assinatura mensal custará a partir de R$ 39,90 (Apple/Reprodução)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 10h31.

Última atualização em 14 de janeiro de 2026 às 10h33.

A Apple confirmou o lançamento do Apple Creator Studio no Brasil, um pacote de aplicativos criativos distribuído por assinatura que concentra algumas das principais ferramentas profissionais da empresa. O serviço estará disponível na App Store a partir de 28 de janeiro, com um mês de teste gratuito para novos usuários.

No mercado brasileiro, o Creator Studio custará R$ 39,90 por mês ou R$ 399 por ano. Para estudantes e educadores, os valores são reduzidos para R$ 14,90 mensais ou R$ 149 por ano, mantendo a estratégia da Apple de ampliar a base de usuários ainda na formação acadêmica.

O pacote inclui o Final Cut Pro, editor profissional de vídeo, o Logic Pro, software de produção musical, e o Pixelmator Pro, voltado à edição de imagens. Esses três aplicativos estarão disponíveis tanto no Mac quanto no iPad. Já o Motion, focado em gráficos e efeitos, o Compressor, ferramenta de codificação de mídia, e o MainStage, gerenciador de performances ao vivo, permanecem exclusivos do macOS.

Além disso, a Apple afirma que o Creator Studio libera “recursos inteligentes e conteúdos premium” nos aplicativos gratuitos Keynote, Pages e Numbers, disponíveis em iPhone, iPad e Mac. O Freeform, aplicativo colaborativo de quadros digitais, será integrado ao pacote em um momento posterior.

Uma estratégia clara contra a Creative Cloud

Embora não cite concorrentes diretamente, o Apple Creator Studio se posiciona como uma alternativa direta ao Adobe Creative Cloud. A Adobe segue dominante no mercado criativo, mas sua decisão de abandonar licenças perpétuas em 2013 e migrar integralmente para o modelo de assinatura ainda gera críticas recorrentes entre usuários.

Ao oferecer um pacote mais compacto, integrado ao ecossistema de hardware da própria Apple e com preços localizados para o Brasil, o Creator Studio reforça uma lógica já conhecida da empresa: usar software e serviços como extensão do valor do hardware, aprofundando a dependência, e a fidelidade, ao seu ecossistema.

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