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Com home office, mercado de PCs cresce 20% no Brasil no 1º trimestre

Segundo dados da consultoria IDC, a demanda por PCs e notebooks se manteve em alta no primeiro trimestre no Brasil; maior crescimento é no setor corporativo
Samsung Galaxy Book Pro: notebooks têm cancelamento de ruído em chamadas de voz (Divulgação/Samsung)
Samsung Galaxy Book Pro: notebooks têm cancelamento de ruído em chamadas de voz (Divulgação/Samsung)
Por Lucas AgrelaPublicado em 28/06/2021 10:24 | Última atualização em 28/06/2021 10:29Tempo de Leitura: 3 min de leitura

O mercado brasileiro de computadores cresceu quase 20% no primeiro trimestre de 2021. De acordo com dados da consultoria americana IDC, a maior alta foi no segmento de vendas corporativas, onde o crescimento foi de 24,4% de janeiro a março deste ano. Foram vendidas 681.930 unidades nesse nicho de mercado. No total, considerando também as vendas para varejo, o número de máquinas vendidas no período chegou 1.772.417, o que representa um crescimento de 19,7% ante o primeiro trimestre de 2020. Globalmente, no mesmo período, o setor de PCs cresceu 55,2%, atingindo um total de 84 milhões de unidades.

As vendas de computadores e notebooks seguem em alta devido à necessidade dos produtos para trabalho remoto, o que leva tanto empresas quanto consumidores a comprem tais produtos, segundo a consultoria.

“Esse número do mercado corporativo corrobora o que muitos fabricantes têm comentado sobre o comportamento de pequenas, médias e grandes empresas, que repetiram o movimento do início da pandemia, especialmente pela corrida por notebooks para o home office”, diz, em nota, Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa da IDC Brasil.

No começo deste ano, os preços desses aparelhos tiveram reajuste de 20% devido ao impacto do ICMS. Segundo a IDC, um computador custava R$3.146 e um notebook R$3.692 (em média). Hoje, custam R$3.842 e R$4.450, respectivamente. O aumento do valor médio aliado ao aumento do consumo de PCs levou a receita total do setor para 6,66 bilhões de reais, uma alta de 45,9%.

Aproveitando a tendência de alta, empresas como trouxeram mais aparelhos para o país. A Samsung lançou, em abril, a linha Galaxy Book Pro, que tem integração com smartphones e recursos de produtividade para o home office. Após deixar o mercado de celulares, a LG renovou a linha LG Gram, composta por aparelhos de telas grandes e peso leve. As brasileiras não ficaram de fora. A Positivo Tecnologia anunciou um acordo para fabricar e distribuir máquinas da Compaq, enquanto a Multilaser trouxe ao mercado a marca Ultra.

O segmento de computadores no mundo registrou 302 milhões de unidades vendidas no ano de 2020, um crescimento de 13% ante 2019, segundo dados da IDC. O patamar de vendas acima de 300 milhões ao ano não era registrado desde 2014. Diante a forte demanda por celulares, o setor de computadores seguiu uma tendência de estabilidade entre 2016 e 2019 até a retomada sem precedentes no ano passado.

Com base nos dados da IDC e em estimativas, a área de inteligência de mercado da brasileira Positivo Tecnologia projeta um crescimento no mercado mundial de computadores para 2021. Novamente, o nicho deve ter crescimento de dois dígitos, chegando a 12,5% e a um total de 340 milhões de unidades vendidas no mundo, considerando o mercado total. Há desafios pela frente, como um auxílio emergencial menor em 2021 do que em 2020, restrições de circulação e fechamento de lojas físicas para conter a pandemia do novo coronavírus e a falta de componentes eletrônicos importantes.

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