Anthropic: empresa de tecnologia é a criadora do modelo de linguagem Claude, concorrente do ChatGPT (Smith Collection/Gado/Getty Images)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 17 de julho de 2025 às 13h10.
Última atualização em 17 de julho de 2025 às 13h11.
Com promessas de cruzamento instantâneo de dados, geração de relatórios e simulações de risco, a Anthropic lançou uma versão do Claude voltada ao mercado financeiro. Batizado de Claude for Financial Services, o novo modelo sinaliza que a inteligência artificial está se aproximando não só das mesas de operação, mas do trabalho intelectual realizado por analistas e gestores.
A comparação com o Bloomberg Terminal, plataforma com assinatura de cerca de US$ 25 mil anuais usada por bancos, gestoras e fundos, é inevitável. Ainda que o Claude não tenha o mesmo volume de dados proprietários ou proximidade física com as bolsas (o que reduz latência), sua proposta tenta reconfigurar o trabalho de pesquisa e análise — área sensível em instituições financeiras.
A Anthropic promete que o Claude seja capaz de:
O domínio do Bloomberg Terminal se mantém graças a décadas de integração com dados exclusivos, rotinas firmadas nos departamentos de análise e infraestrutura que reduz atrasos na recepção de informações críticas. Mas o avanço de IAs especializadas, como o Claude, coloca pressão nas margens de uso e no valor entregue pelas soluções tradicionais.
A Anthropic cobra valores mais acessíveis que o terminal da Bloomberg, mas ainda altos para o padrão brasileiro. A API com acesso ao Claude, por exemplo, segue com custo restritivo para pequenas gestoras e investidores individuais.
Há, porém, alternativas mais baratas e funcionais. A Perplexity, concorrente no setor de busca e resposta com IA, lançou três frentes voltadas para uso em finanças: