Ciência

Cientistas descobrem componente importante para a formação dos olhos humanos

Resultado da pesquisa pode ajudar no tratamento de doenças genéticas nos olhos

Olho (sxc.hu)

Olho (sxc.hu)

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Da Redação

Publicado em 12 de maio de 2015 às 13h59.

Uma equipe de cientistas espanhóis identificou um regulador importante para a formação correta dos olhos, uma descoberta considerada "relevante" pelos autores do estudo para entender as bases moleculares de defeitos oculares congênitos, como o coloboma (também conhecida como "síndrome dos olhos de gato").

As diferentes partes do corpo são formadas durante o desenvolvimento embrionário a partir de uma única célula, o zigoto. Trata-se de um processo corriqueiro, em que cada um dos órgãos e tecidos são construído no lugar e no momento adequados, com forma e dimensões precisas, comunicou a Universidade Pablo de Olavide, de Sevilha.

O segredo desta auto-organização está na capacidade do genoma de acumular e interpretar informação. Os órgãos se formam seguindo instruções genéticas detalhadas que desenvolvem sequencialmente como os comandos de um programa de computador.

No caso da formação do olho, seu estado primitivo se subdivide desde muito cedo em três compartimentos, a retina neural, o epitélio pigmentado e o talo óptico.

A formação de cada um desses três tecidos fica a cargo de programas genéticos independentes que determinarão suas propriedades básicas, como a forma das células, coesão, aderência e os tipos celulares especializados aos quais darão lugar.

Uma peça fundamental para a formação do olho é o gene Vsx2, que atua como um interruptor de luz genético para a ativação de toda a retina neural.

Sabe-se que a mutação deste gene em humanos causa defeitos oculares congênitos, como a microftalmia, uma má formação ocular que faz com que os olhos sejam anormalmente pequenos; e o coloboma, uma falha no fechamento da fissura óptica que é causa frequente da cegueira infantil, conforme explicou à Agência Efe Juan Ramón Martínez-Morales, diretor da pesquisa.

Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Nature Communications.

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