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Celular vai conectar a base da pirâmide na América Latina

Segundo estudo da GSMA, tendência é que pessoas que não têm acesso à Internet sejam atendidas pela banda larga móvel


	Smartphones: na América Latina, 43% das pessoas residem em áreas cobertas por banda larga fixa mas não possuem o serviço, no caso da banda larga móvel, o percentual é de 57%
 (Getty Images)

Smartphones: na América Latina, 43% das pessoas residem em áreas cobertas por banda larga fixa mas não possuem o serviço, no caso da banda larga móvel, o percentual é de 57% (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 25 de julho de 2013 às 11h44.

São Paulo - O celular será a ferramenta de inclusão digital para a base da pirâmide social na América Latina, aponta estudo realizado pela GSM Association (GSMA). A entidade entende que existe ainda uma grande quantidade de pessoas que não têm acesso à Internet na região porque os preços da banda larga fixa são altos ou porque sua estrutura não chega a suas casas. A tendência é que essas pessoas sejam atendidas pela banda larga móvel, com a queda nos preços dos smartphones e dos planos de dados das operadoras celulares.

No estudo publicado nesta semana, a GSMA calcula que existam 149 milhões de pessoas na base da pirâmide social de cinco países analisados: Brasil, Argentina, Equador, Colômbia e México. Essas pessoas têm receita média mensal de US$ 114 e estão distribuídas em 33 milhões de domicílios.

Na América Latina, 43% das pessoas residem em áreas cobertas por banda larga fixa mas não possuem o serviço. No caso da banda larga móvel, o percentual é de 57%. A não contratação de banda larga pode ter pelo menos uma das seguintes razões: preço alto; falta de conhecimento ou cultura do consumidor; falta de conteúdo ou aplicações interessantes para o consumidor. Na América Latina, o preço é apontado como a principal razão. No Brasil, entre as residências sem banda larga, o preço foi o motivo citado em 48% delas. No México, foi apontado por 60%.

Apesar do gap ainda ser grande, a banda larga móvel tem potencial para reduzi-lo, aposta a entidade. Ela destaca três razões: a contínua na queda dos preços dos planos de dados; a flexibilidade na tarifação (vide o plano de R$ 0,50 por dia criado pela TIM); e a acessibilidade do device (smartphones custam menos que um computador e demandam menos conhecimento técnico para serem usados).

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