Ciência

Celular pode reduzir fertilidade masculina

Cientistas canadenses observaram que homens que usam o celular com frequência têm deficiência do hormônio LH e, por isso, são menos férteis

Os pesquisadores canadenses observaram desequilíbrio hormonal em homens que usam muito o celular (Carsten Koall / Getty Images)

Os pesquisadores canadenses observaram desequilíbrio hormonal em homens que usam muito o celular (Carsten Koall / Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2011 às 15h54.

São Paulo -- No Canadá, pesquisadores estudando casais com dificuldade para ter filhos descobriram um fato intrigante: o uso de telefones celulares parece influenciar negativamente a qualidade do esperma.

O grupo da Universidade Queens notou que homens que relatavam maior uso do celular tinham níveis mais altos de testosterona circulando no organismo – o que deveria auxiliar a produção de esperma. Porém eles também possuíam níveis mais baixos de LH, um hormônio reprodutor importante secretado pela glândula pituitária, no cérebro.

A hipótese elaborada por Rany Shamloul, que conduziu o estudo, é a de que as ondas eletromagnéticas emitidas pelos telefones podem ter dupla ação nos níveis hormonais dos homens e na sua fertilidade. Apesar de aumentarem a testosterona, elas diminuiriam os níveis de LH excretados pela glândula. Isso poderia bloquear a conversão da testosterona simples, que circula no sangue, num tipo mais potente, que é associado à produção do esperma e à fertilidade.

Embora os resultados tenham chamado a atenção, os próprios pesquisadores admitem que é preciso fazer mais estudos para determinar com certeza se existe uma relação entre os hormônios e o uso de celular e qual a extensão da influência das ondas eletromagnéticas nos homens. Vale ressaltar, ainda, que os possíveis males do uso do celular são sempre um assunto polêmico. Pesquisadores ainda debatem, por exemplo, se as ondas eletromagnéticas causam ou não câncer e danos ao cérebro.

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