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Britânicos temem ataque cibernético mais que crise do euro

Segundo Banco da Inglaterra, preocupações com ataques cibernéticos colocaram de lado a crise do euro como o maior risco para os bancos

Manifestante com máscara de Guy Fawkes, símbolo do grupo Anonymous UK, protesta em frente ao Banco da Inglaterra, em Londres (Luke MacGregor/Reuters)

Manifestante com máscara de Guy Fawkes, símbolo do grupo Anonymous UK, protesta em frente ao Banco da Inglaterra, em Londres (Luke MacGregor/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 12 de junho de 2013 às 11h39.

Londres - Preocupações com ataques cibernéticos e de hackers colocaram de lado a crise da zona do euro como o maior risco para os bancos da Grã-Bretanha, e estes devem fazer mais para se proteger, afirmou nesta quarta-feira uma autoridade sênior do Banco da Inglaterra, o banco central britânico.

No mês passado, promotores dos EUA apresentaram detalhes de uma quadrilha criminosa a qual alegam ter roubado 45 milhões de dólares de dois bancos do Oriente Médio, ao hackear empresas de processamento de cartões de crédito e retirar dinheiro de caixas eletrônicos em 27 países.

O diretor de Estabilidade Financeira do BC, Andrew Haldane, reuniu-se com cinco dos maiores bancos da Grã-Bretanha há seis meses e quatro disseram-lhe que um ataque cibernético era a sua maior ameaça.

Foi surpreendente o quinto banco não ter esse risco em sua lista, mas tem agora, disse Haldane a um comitê do Parlamento.

"Você pode ver porque o setor financeiro seria um alvo particularmente bom para alguém que quer causar estragos pela via cibernética", acrescentou.

"A compreensão e gestão deste risco ainda está em um estágio um pouco inicial", afirmou Haldane.

Reuniões anteriores com chefes de bancos haviam apontado para os "usuais suspeitos" --crise da zona do euro ou uma crise na economia--, como os principais riscos, disse Haldane.

O foco no crédito, mercado e risco de liquidez ao longo dos últimos cinco anos pode ter distraído a atenção do operacional, em particular os riscos cibernéticos, em bancos ou em infraestrutura como sistemas de pagamento, afirmou o diretor.

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