Redação Exame
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 11h00.
A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu os testes finais do caça F-39 Gripen no Brasil e passou a operar a aeronave a partir do Grupo de Defesa Aérea de Anápolis (GO). Os ensaios ocorreram em Maxaranguape, no litoral do Rio Grande do Norte, e serviram para verificar se o avião pode empregar armamentos de ataque ao solo com segurança em missões reais.
Com essa etapa, o Brasil se tornou o primeiro país a lançar, a partir do Gripen, a bomba Mk84, um artefato de grande poder destrutivo, com cerca de 900 quilos, e bombas guiadas a laser com o sistema Lizard 500, um kit israelense que transforma bombas convencionais em armamentos de alta precisão.
Caça F-39 Gripen: teste da Força Aérea Brasileira com os artefatos foi concluído na semana passada em Maxaranguape, ao norte de Natal (RN) (EVARISTO SA/Getty Images)
Os testes avaliaram principalmente o momento em que a bomba se solta da aeronave, considerado crítico para evitar danos ao avião.
Segundo a FAB, todo o processo foi acompanhado em tempo real por sensores e câmeras instalados na aeronave e no campo de provas.
O objetivo era garantir que o Gripen permanecesse estável durante o lançamento e que as bombas atingissem o alvo com precisão, mesmo em diferentes configurações de voo.
A certificação amplia o papel do F-39 Gripen na defesa aérea brasileira. Até então mais associado ao combate entre aeronaves, o caça passa a ter capacidade comprovada de ataque ao solo, reforçando o poder de dissuasão do país e a versatilidade da frota que está sendo incorporada gradualmente pela FAB.