Bolsonaro diz que "ninguém tá fora" como fornecedora de 5G no país

Bolsonaro tinha a intenção de banir a chinesa Huawei de atuar no mercado brasileiro, mas esbarra no fato dela ser a maior empresa do ramo

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que não há ainda decisão sobre as empresas que fornecerão a tecnologia 5G no país e que, a princípio, nenhuma está descartada.

"Ninguém tá fora, vamos conversar com todo mundo. Precipita-se quem acha que eu tô negociando 5G com quem quer que seja em troca disso ou aquilo, não existe negociação", afirmou Bolsonaro a jornalistas, ao deixar loja que visitou em Brasília.

"Entre os países existe interesses, respeitamos os interesses deles, temos os nossos. E o Brasil mudou nessa questão, esse relacionamento, nessa política externa. E estamos fazendo, no meu entender, a coisa certa, em especial tendo a frente o Ernesto Araújo, nosso ministro de Relações Exteriores."

Segundo Bolsonaro, a partir de viagem que será feita pelo ministro das Comunicações nesta próxima semana a países que têm empresas fornecedoras, o governo verá "quem pode apresentar a melhor proposta para nós e possa nos atender".

Na terça, Faria embarca para uma viagem que inclui Finlândia, sede da Nokia, Suécia, onde fica a Ericsson, Coreia do Sul, da Samsung, e China, das empresas Huawei e ZTE.

O governo publicou na sexta-feira uma portaria exigindo a implantação de uma rede privativa de comunicação para a administração federal com requisitos de segurança mais robustos a serem cumpridos pelas empresas de telecomunicação vencedoras do leilão de 5G que quiserem estar aptas a atender a União,

O texto foi a solução encontrada pelo governo para apaziguar as restrições do presidente Jair Bolsonaro à atuação da fornecedora de equipamentos chinesa Huawei e, ao mesmo tempo, não impedir a empresa de atuar no Brasil, o que traria prejuízo às operadoras de telecomunicação.

Bolsonaro, aliado de primeira hora do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump tinha a intenção de banir a Huawei de atuar no mercado brasileiro. Os planos do presidente, no entanto, esbarram no fato de a chinesa já fornecer a maior parte dos equipamentos das redes 4G e 3G do Brasil e ter os menores preços.

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