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Argentina denuncia que e-mails de políticos foram espionados

Buenos Aires - O chanceler argentino, Héctor Timerman, denunciou nesta sexta-feira a espionagem sobre as contas de e-mail de mais de uma centena de figuras políticas...

CASA ROSADA: Programação de Bolsonaro inclui encontro com o presidente Mauricio Macri na sede do governo argentino (Photo Pin/Reprodução)

CASA ROSADA: Programação de Bolsonaro inclui encontro com o presidente Mauricio Macri na sede do governo argentino (Photo Pin/Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 3 de setembro de 2013 às 13h28.

Buenos Aires - O chanceler argentino, Héctor Timerman, denunciou nesta sexta-feira a espionagem sobre as contas de e-mail de mais de uma centena de figuras políticas e antecipou que recorrerá à Justiça. Finalizada a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Timerman declarou à imprensa que recebeu "um envelope fechado com uma lista de mais de cem pessoas que incluía seus endereços de e-mail e suas senhas", disse a agência oficial argentina Télam.

"Recebi a lista de um funcionário de um país presente na cúpula e que a recebeu de um terceiro país", disse o chanceler argentino. 

Entre os nomes das personalidades espionadas está o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, o ministro da Justiça e Direitos Humanos, Julio Alak, a deputada opositora Victoria Donda e o ex-chanceler Jorge Taiana, entre outros.

Timerman informou hoje que decidiu divulgar a lista com os nomes a pedido da presidente Cristina Kirchner. De acordo com uma nota divulgada pela Télam, o chanceler disse hoje sobre a documentação recebida que "evidentemente isto pode ser de uma rede de espionagem".

A revelação do governo argentino aconteceu horas depois que os países do Mercosul condenaram a espionagem dos Estados Unidos na região em uma declaração conjunta dos presidentes de Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela.

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