Tecnologia

Apple recebe multa na China por vender e-books sem licença

Um tribunal de Pequim ordenou a empresa americana a pagar US$ 168,9 mil a oito escritores chineses e duas companhias


	Homem carrega iPad: os juízes concluíram que a Apple violou os "direitos de comunicação (dos litigantes)", pertencentes à Lei de Direitos de Propriedade intelectual da China
 (Peter Macdiarmid / Getty Images)

Homem carrega iPad: os juízes concluíram que a Apple violou os "direitos de comunicação (dos litigantes)", pertencentes à Lei de Direitos de Propriedade intelectual da China (Peter Macdiarmid / Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de dezembro de 2012 às 05h43.

Pequim - Um tribunal de Pequim multou a Apple em US$ 168,9 mil por vender e-book em sua loja sem a autorização dos autores, informou nesta sexta-feira a imprensa local.

Segundo a agência "Xinhua", um tribunal de Pequim ordenou a empresa americana deve a pagar oito escritores chineses e a duas companhias por infringir seus direitos autorais.

Os advogados dos litigantes - que pediram uma reparação civil de quase US$ 2 milhões - declararam que os livros estão disponíveis em aplicativos desde 2011, o que poderia ter representado grandes perdas econômicas para seus autores.

Os juízes concluíram que a Apple violou os "direitos de comunicação (dos litigantes)", pertencentes à Lei de Direitos de Propriedade intelectual da China, e acrescentou que a empresa também falhou em sua responsabilidade de revisar a legalidade dos aplicativos que fornece em rede.

Uma porta-voz da empresa americana, Carolyn Wu, afirmou que os administradores da Apple "revisam com seriedade as queixas relacionadas aos direitos de propriedade", embora tenha negado a confirmar se a empresa apelará a multa ou não, informou hoje o jornal "South China Morning Post".

Em novembro, outra corte chinesa multou a Apple em US$ 83,3 mil por publicar material pertencente à Casa Editorial Enciclopédia da China sem autorização da mesma, um caso que a empresa decidiu recorrer.


Já em março, um grupo de 22 escritores chineses pediu uma compensação conjunta de US$ 7,9 milhões por supostas vendas de cópias de seus livros na loja de aplicativos da Apple.

No início deste mês, durante a Conferência Central de Trabalho Econômico, o governo chinês expressou sua vontade de continuar protegendo os direitos de propriedade intelectual.

Na China, no entanto, a falsificação de produtos de marcas é algo habitual, como o caso de uma empresa eletrônica do país asiático que conseguiu copiar o iPhone 5 antes de seu lançamento através de informações deste modelo que circularam na internet. 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas americanasempresas-de-tecnologiaÁsiaTecnologia da informaçãoChinaAppleE-books

Mais de Tecnologia

Power banks estão proíbidos em voos, segundo nova norma de agência de aviação internacional

Starcloud se torna unicórnio e capta US$ 170 milhões para construir data centers no espaço

Celular no Google põe fim nas câmeras saltadas na traseira do aparelho

Macbook Neo expõe fragilidade do Windows ao levar experiência premium com preço mais baixo