Nova AirTag ficou mais fácil de rastrear (Divulgação/Apple)
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Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 14h54.
A Apple anunciou nesta semana a segunda geração do AirTag, seu rastreador de objetos. A nova versão tem recursos para ampliar o alcance e a precisão da localização, além de reforçar recursos de privacidade.
O novo modelo já está disponível para encomenda no Brasil e mantém os mesmos preços da versão anterior: R$ 369 a unidade ou R$ 1.249 no pacote com quatro dispositivos. A chegada às lojas físicas está prevista para esta semana.
O maior novidade está no chip Ultra Wideband (UWB) de segunda geração, o mesmo utilizado no iPhone 17, iPhone Air, Apple Watch Series 11 e Apple Watch Ultra 3. Com ele, a função Precision Finding (Localização Precisa) passa a operar em um raio até 50% maior do que o da geração anterior, segundo a Apple.
Além do UWB, o Bluetooth foi aprimorado, e agora objetos podem ser detectados pela rede Buscar. Pela primeira vez, a Localização Precisa também pode ser usada no Apple Watch, sem a necessidade do iPhone, a partir do Apple Watch Series 9 ou posterior e o Apple Watch Ultra 2 ou posterior.
Outro avanço está na integração com o "Compartilhar Localização do Item", do iOS, que permite ao usuário enviar temporariamente a localização de um objeto perdido a terceiros, como companhias aéreas. O compartilhamento expira após sete dias ou quando o item é recuperado.
Componentes também tiveram um upgrade. O alto-falante ficou 50% mais potente e o alerta sonoro pode ser ouvido a uma distância até duas vezes maior.
A nova geração conta com proteções adicionais contra rastreamento indesejado, como alertas multiplataforma compatíveis com iOS e Android, além de identificadores Bluetooth que mudam com frequência. Segundo a Apple, nem mesmo a empresa tem acesso à identidade ou à localização dos dispositivos que auxiliam na busca por um item.
Segundo a Apple, cerca de 50 companhias aéreas já usam o recurso para ajudar na localização de bagagens extraviadas. No Brasil, a Latam está entre as empresas participantes. Dados da SITA, empresa de tecnologia para o setor aéreo, indicam que o uso da AirTag reduziu atrasos de bagagens em 26% e a incidência de bagagens perdidas em até 90%.
A empresa reforça que o AirTag foi projetado exclusivamente para rastrear objetos, não pessoas ou animais de estimação. O dispositivo não armazena dados de localização nem histórico internamente, e toda a comunicação com a rede Buscar é protegida por criptografia de ponta a ponta.
Para funcionar, o acessório exige iPhone com iOS 26 ou posterior, ou iPad com iPadOS 26 ou posterior. Já a Localização Precisa no Apple Watch requer watchOS 26.2.1, além de modelos Series 9 ou posterior, ou Ultra 2 ou posterior.