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Alexa+ chega ao Brasil como aposta da Amazon em IA para o consumidor

O novo sistema operacional está disponível para teste a partir desta quinta-feira, 18, e amplia as funcionalidades da Alexa

Alexa+: nova funcionalidade chega ao Brasil nesta quinta-feira, 18 (Amazon / Divulgação)

Alexa+: nova funcionalidade chega ao Brasil nesta quinta-feira, 18 (Amazon / Divulgação)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 18 de junho de 2026 às 10h03.

A Amazon começou a liberar nesta quinta-feira, 18, o acesso antecipado à Alexa+, nova versão de sua assistente virtual baseada em inteligência artificial generativa.

Durante evento em São Paulo acompanhado pela EXAME, a empresa mostrou recursos como adaptação de receitas em tempo real, chamadas de Uber por voz e compras feitas sem interação com a tela. O serviço será gratuito durante a fase de testes e passará a integrar o Amazon Prime a partir de outubro.

O período de teste dura pelo menos até outubro, quando o sistema passará a ser um benefício incluso no Amazon Prime, sem custo adicional para assinantes do plano de R$ 19,90 mensais (ou R$ 166,80 anuais). Quem não for assinante Prime poderá contratar a Alexa+ separadamente por R$ 99,90 por mês.

Quais são as novidades da Alexa+?

Lançada no Brasil em 2019, a Alexa já está presente em mais de 15 milhões de dispositivos Echo conectados no país. Desde então, os brasileiros realizaram mais de 60 bilhões de interações com a assistente, segundo Gabriel Cruz, head de Produto de Alexa no Brasil. A nova versão chega em um momento de crescimento contínuo da plataforma, que mantém expansão anual de dois dígitos.

A principal novidade da Alexa+ é a capacidade de executar tarefas diretamente. Em vez de apenas responder perguntas, a assistente pode concluir ações em serviços integrados, como realizar compras, organizar compromissos, chamar transporte ou controlar dispositivos conectados.

Segundo a Amazon, a Alexa+ foi adaptada para compreender melhor sotaques, gírias e regionalismos brasileiros. Para isso, a empresa utilizou conteúdos desenvolvidos pela equipe local ao longo dos últimos oito anos.

"Os modelos aprendem sotaques, gírias e regionalismos por conta própria", afirmou Cruz. Entre os exemplos citados está a capacidade de entender o uso da palavra "trem" como expressão coloquial em Minas Gerais.

A plataforma também permite criar até dez perfis por residência, com reconhecimento de voz e imagem para personalizar calendários, preferências e contas individuais.

Para ações consideradas sensíveis, como compras, acionamento de fechaduras inteligentes ou solicitação de transporte, a Alexa+ exige etapas adicionais de confirmação e pode ser protegida por PIN.

Perfis infantis contam com restrições automáticas para compras, conteúdos explícitos e controle de dispositivos da casa.

Os usuários também podem acessar um painel de privacidade para revisar gravações, gerenciar o armazenamento de informações e excluir memórias registradas pela assistente.

Por trás da nova versão estão mais de 70 modelos de inteligência artificial, incluindo a família de modelos Nova, desenvolvida pela própria Amazon, e modelos Claude, da Anthropic.

A aposta da Amazon para competir na IA de consumo

Com a Alexa+, a Amazon amplia sua presença no mercado de inteligência artificial voltada ao consumidor final. A estratégia combina modelos avançados de IA com a capacidade de integrar serviços e dispositivos já utilizados pelos usuários.

"76% das interações que os usuários americanos têm com a Alexa+ são coisas que outros serviços de IA simplesmente não conseguem fazer", afirmou Butti, referindo-se à capacidade da assistente de executar ações além da conversa.

Entre os exemplos demonstrados pela empresa estão adaptações de receitas em tempo real, chamadas de Uber por comando de voz e compras realizadas sem necessidade de navegar por aplicativos ou sites.

A proposta é transformar a assistente em uma interface capaz de agir diretamente em nome do usuário, e não apenas fornecer informações.

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