Tecnologia

A Monday.com quer ser o software de organização de trabalho do Brasil

Israelense vê no Brasil um de seus principais mercados e adapta plataforma para nuances locais, de meios de pagamento à linguagem

Brunno Santos, da Monday.com: diferencial da plataforma está na adaptação local e cultural aos diferentes mercados (Tiago Queiroz/Monday.com/Divulgação)

Brunno Santos, da Monday.com: diferencial da plataforma está na adaptação local e cultural aos diferentes mercados (Tiago Queiroz/Monday.com/Divulgação)

TL

Thiago Lavado

Publicado em 9 de março de 2021 às 08h00.

Última atualização em 9 de março de 2021 às 14h43.

As startups fundadas em Israel nascem com uma ambição em comum: ganhar o mundo. O mercado local é pequeno, com cerca de 9 milhões de habitantes, e, por isso, a indústria de tecnologia do país é notória por mirar mercados globais já na concepção dos negócios.

Com a Monday.com não foi diferente. A startup de gerenciamento de times e equipes, que nasceu em 2014, quer ganhar também o Brasil. Para isso, a operação local está se preparando em adaptar o produto, não só em termos de linguagem, mas também de cultura das empresas de tecnologia no país.

Segundo Brunno Santos, diretor da Monday.com no Brasil, a ideia é atacar a dificuldade que empresas têm em ter uma visão holística do trabalho e da organização. “A raiz do problema, na nossa percepção é que as organizações processos ineficientes e times distribuídos, algo que foi potencializado durante a pandemia”, afirma.

Para Santos, a proposta da Monday.com é garantir ganhos de agilidade, criar trabalhos conjuntos e sinergia entre diferentes departamentos, evitando “os silos organizacionais e o difícil compartilhamento de informações”.

Além do Brasil, a expansão da Monday.com acontece também na Inglaterra, EUA, Austrália, e conta com 115.000 organizações utilizando o software da empresa — incluindo alguns gigantes como Walmart, Visa e Uber. Por aqui, já são pelo menos 3.800 clientes, de Nubank a Porto Seguro e Riachuelo.

De acordo com Santos, a operação brasileira é uma das principais para a Monday.com no mundo, o que dá uma dimensão de importância extra aos investimentos feitos localmente. “Temos um time dedicado a localização e adaptação da plataforma para nuances linguísticas para o mercado brasileiro, formas de pagamento, suporte pós-venda, estratégia de marketing, experiência impecável”, afirma sobre a atuação da Monday no país.

A ideia é construir o que a empresa chama de Work OS — o sistema operacional para trabalho —, um modo de operar que seja simples, facilite o trabalho e seja fácil de usar. “60% dos usuários não são do departamento de tecnologia, mas sim de marketing, vendas, operações. Eles usam a plataforma devido à facilidade e engajamento”, afirma Santos.

A Monday.com está em franca ascensão com a estratégia. Segundo o jornal israelense Catalist, a empresa planeja um IPO de 4 bilhões de dólares na Nasdaq ainda na primeira metade deste ano. Em maio do ano passado, a Bloomberg apontou que a empresa já valia 2,7 bilhões de dólares, alta de 42% ante a última rodada de investimentos, em 2019, quando foi considerada a empresa de SaaS (Software as a Service) com maior crescimento no mundo. Em 2020, a companhia dobrou de tamanho.

Ao passo que a Monday.com está expandindo, também estão as concorrentes, como a curitibana Pipefy, que foca expansão nos Estados Unidos, onde já tem escritórios em São Francisco e Austin. Santos explica que o diferencial da Monday.com na expansão é um bom time de localização, especializado em adaptar a plataforma para características locais e culturais nos diferentes mercados. “A flexibilidade do conceito de sistema operacional para trabalho é um diferencial competitivo”, disse.

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