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1. Estrelas vampiras
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1/12 (Divulgação/ESO)
Pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO) identificaram a existência de estrelas vampiras. Elas sugam a superfície de suas companheiras maiores. Até agora, os astrônomos achavam que a existência de estrelas duplas de grande massa era uma exceção. Mas descobriram que quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima.
Mais surpreendente do que essa informação é que a maior parte dessas duplas interage de modo violento. É comum acontecer transferência de massa de uma estrela para a outra.
Nessas duplas de estrelas, o astro menor suga a matéria da superfície da companheira maior. A estrela vampira rejuvenesce ao sugar hidrogênio fresco de sua companheira. A sua massa aumenta bastante e ela consegue sobreviver muito mais tempo do que uma estrela isolada, com a mesma massa.
Esse fenômeno violento gera ventos e choques que podem dar origem ou interromper a formação estelar. A radiação gerada faz com que as nebulosas brilhem e as supernovas enriqueçam as galáxias com elementos essenciais à vida.
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2. A mais antiga da o universo
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2/12 (Digitized Sky Survey (DSS), STScI/AURA, Palomar/Caltech, e UKSTU/AAO)
Cientistas da Nasa recalcularam a idade da estrela HD 140283, conhecida como Estrela Matusalém. Os astrônomos a consideram a estrela mais antiga do universo. É formada por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol, e está a 190 anos-luz do Sistema Solar.
O novo cálculo da Nasa aponta que a estrela tem entre 13,7 a 15,3 bilhões de anos. Estimativas anteriores diziam que a estrela poderia ter 16 bilhões de anos. A nova medição reduz a margem de idade da estrela.
Dessa forma, sua existência fica mais compatível com a idade calculada do universo. Isso porque a grande explosão que originou o universo, o Big Bang, aconteceu há 13,8 bilhões anos.
Portanto, havia um paradoxo entre a existência da estrela e a idade do universo. O novo cálculo faz com que a idade da estrela seja mais plausível. Agora, a Nasa pode confirmar que a estrela HD 140283 é a mais antiga do universo.
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3. Estrela giratória
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3/12 (Divulgação/University of Manchester)
Uma equipe de cientistas descobriu um pulsar (estrela giratória) que desafia a astrofísica atual. Isso porque o PSR B0943+10, que está a 3.000 anos-luz de distância, tem um comportamento anormal.
Um pulsar é uma estrela de nêutrons, um objeto pequeno e denso. Ele se forma durante a supernova, uma explosão de uma estrela. Então, esse objeto celeste é expulso pela explosão e gira rapidamente, como uma espécie de farol espacial, enquanto emite ondas de rádio.
Com 5 milhões de anos, o PSR B0943+10 é um pulsar que dá uma volta sobre seu eixo a cada 1,1 segundos. Isso acontece por causa das alterações rápidas das ondas de rádio que a estrela emite e o sinal de raio-X fraco que ela lança.
Essa característica nunca foi vista antes em um pulsar, como se a estrela giratória tivesse dupla personalidade. Mas a causa dessas alterações permanece desconhecida.
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4. Estrela parecida com o Sol
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4/12 (Divulgação/NRAO)
Cientistas descobriram uma estrela de 300 mil anos de idade, que pode ser uma versão jovem do Sol, apelidada de protoestrela. Ela tem características que lembrariam a da estrela do nosso sistema solar em seus primeiros anos de existência.
Ela foi batizada de L1527IRS e está localizada na constelação de Touro, a 450 anos-luz de distância da Terra. A estrela é ainda pequena quando comparada ao Sol, que tem 4,6 bilhões de anos.
A protoestrela pesa um quinto da massa do Sol. Apesar disso, os astrônomos afirmam que a massa da L1527IRS seria suficiente para formar sete planetas com a massa de Júpiter, o maior do sistema solar.
Os cientistas acreditam que a estrela passará por um processo de desenvolvimento parecido com o qual o Sol atravessou em seus primeiros estágios. Com a observação do amadurecimento dela, os astrônomos devem aprender mais sobre a evolução do nosso próprio sistema solar.
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5. O segredo da juventude
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5/12 (Divulgação/ESO)
O ESO descobriu uma substância pouco comum em uma estrela velha. Os astrônomos acreditam que ela pode trazer o "segredo da juventude eterna das estrelas".
A imagem foi capturada no Observatório de La Silla do ESO, no Chile. A foto mostra o aglomerado estelar Messier 4, também chamado de NGC 6121. Ele é um dos mais próximos da Terra e está na constelação do Escorpião.
Os astrônomos do ESO selecionaram um grupo de estrelas do aglomerado e analisaram uma por vez com instrumentos do Very Large Telescope (VLT). Foi assim que descobriram uma estrela velha com muito lítio, uma substância encontrada em estrelas muito jovens. Geralmente, a estrela tem muito lítio no começo de sua existência. Mas esse estoque acaba ao longo de bilhões de anos.
A fonte deste lítio permanece um mistério. Agora, os cientistas vão tentar descobrir se a estrela manteve o lítio original ou se conseguiu renovar seu estoque de alguma maneira.
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6. Arcos de estrela
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6/12 (ESA/Herschel/PACS/L. Decin et al)
A Agência Espacial Europeia (ESA) encontrou múltiplos arcos de poeira na estrela gigante vermelha Betelgeuse, a mais próxima da Terra. O problema é que a estrela e seus escudos em forma de arco podem colidir com um ´muro´ empoeirado nos próximos 5 mil anos.
A imagem mais recente foi feita em infravermelho pelo Observatório Espacial Herschel. Ela mostra os vários arcos em torno da Betelgeuse. A estrela fica na constelação de Orion e pode ser vista a olho nu no céu noturno do hemisfério norte durante o inverno. Ela aparece como uma estrela laranja-avermelhada à esquerda das Três Marias, que ficam no cinturão de Órion.
Betelgeuse tem mil vezes o diâmetro do nosso Sol e um brilho 100 mil vezes maior. Ela já trilhou o caminho feito por toda estrela, que é se transformar em uma gigante vermelha dentro de 5 bilhões de anos e perdeu boa parte de suas camadas externas. Por isso, deve explodir como uma supernova em breve.
Pela imagem, além dos arcos de poeira, é possível ver o ´muro´ de poeira bem longe da estrela. É provável que essa barra seja um filamento ligado ao campo magnético da galáxia ou à borda de uma nuvem próxima.
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7. 50 planetas como Júpiter
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7/12 (Divulgação/ESAC. Carreau)
Astrônomos da ESA descobriram também uma estrela com massa suficiente para gerar 50 planetas do tamanho de Júpiter, o maior do nosso sistema solar. O inusitado é que essa estrela é milhões de anos mais velha do que os astros que costumam gerar planetas.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas do Observatório Herschel pesaram com precisão a massa do disco protoplanetário (material em volta de uma estrela), que tem os ingredientes para a construção de planetas. Ele é composto de hidrogênio gasoso molecular frio, que é transparente e invisível.
Assim, a equipe descobriu uma massa de gás no disco ao redor de TW Hydrae, a estrela jovem de 10 milhões de anos de idade. Ela está a apenas 176 anos-luz de distância, na constelação de Hidra.
Segundo os astrônomos, esse tipo de disco maciço em torno da TW Hydrae é incomum para estrelas com essa idade. Segundo os astrônomos, a massa dela é capaz de gerar um sistema solar com planetas mais massivos do que Júpiter.
Os pesquisadores esperam aprender mais sobre o potencial dessa estrela gerar planetas e se ela tem uma quantidade de ingredientes capazes de suportar um planeta com vida.
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8. Estrela que renasceu
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8/12 (Divulgação/ESA)
A ESA descobriu uma estrela que renasceu. Esse fato pode ajudar os pesquisadores a entender com a Terra e os outros planetas serão em alguns bilhões de anos, quando o Sol estiver em seus últimos suspiros.
A 5.500 anos-luz de distância de nós, Abell 30, ou A30, é uma estrela parecida com o Sol, e está no fim da sua fase de gigante vermelha. Há 12.500 anos, as camadas exteriores da estrela foram expulsas por um vento solar lento e denso que formou uma nebulosa planetária.
Então, há 850 anos, ela subitamente cuspiu nuvens ricas de hélio e carbono e voltou a viver. Porém, a estrutura da estrela voltou a se contrair rapidamente nos últimos 20 anos.
Isso é o que pode vir acontecer com Sol, o que também acabaria com a Terra. No centro de sua própria nebulosa, um forte vento estelar e uma poderosa radiação explodirão e agirão sobre qualquer planeta que tenha sobrevivido à sua fase de gigante vermelha.
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9. Espiral ao redor de estrela
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9/12 (Divulgação/ESO)
O ESO descobriu uma estrutura espiral de gás inesperada ao redor da estrela gigante vermelha, a R Sculptoris. Essa foi a primeira vez que os astrônomos encontram uma composição dessas ao redor de uma estrela com tais características.
A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes. Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.
A descoberta pode indicar a provável existência de uma segunda estrela em órbita da primeira, mas que nunca tinha sido observada antes.
Os astrônomos ficaram surpresos por uma estrela gigante vermelha ejetar mais material do que o esperado. Por liberar muita matéria, essas estrelas contribuem para a poeira e gás que constituem a matéria-prima na formação de futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e até mesmo a vida.
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10. Assassinato estelar
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10/12 (Divulgação/Nasa)
Buracos negros supermassivos pesam milhões de vezes mais do que o Sol. Eles costumam se esconder nos centros da maioria das galáxias. Quando algum objeto celeste, como uma estrela, passa perto da órbita de algum buraco negro, logo é devorado. Esses eventos acontecem uma vez a cada 10 mil anos, em média, em uma galáxia.
A Nasa fez uma simulação que mostra evidências de um buraco negro responsável por destruir uma estrela que se aproximou demais da região. Os astrônomos observaram que parte dos restos da estrela foram expelidos do buraco negro.
Os cientistas já viram esse tipo de homicídio anteriormente, mas nunca conseguiram identificar um objeto celeste no campo gravitacional do buraco negro. A estrela devorada era rica em gás hélio. Ela estava localizada em uma galáxia a 2,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra.
O brilho causado pelo evento foi semelhante à energia explosiva desencadeada por uma supernova, explosão de uma estrela maciça em estágio avançado de evolução.
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11/12 (INFO)
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12. Veja também:
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12/12 (Divulgação/Nasa)