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A empresa de SP que mira milhões com sensor que vigia floresta 24 horas por dia

Startup usa dados e inteligência para detectar incêndios antes da destruição

Christian Vosgrau, fundador e CEO da Carbon Exchange: empresa projeta faturar 10 milhões de reais nos próximos três anos (Lorena Fadul/Divulgação)

Christian Vosgrau, fundador e CEO da Carbon Exchange: empresa projeta faturar 10 milhões de reais nos próximos três anos (Lorena Fadul/Divulgação)

Publicado em 25 de junho de 2026 às 06h00.

Detectar um incêndio antes que ele destrua a floresta é a aposta de uma startup que estava expondo sua tecnologia no BAS 2026. Aos 50 anos, o biólogo Christian Vosgrau mudou o rumo da carreira. Após anos trabalhando com marketing, criou a empresa que desenvolve tecnologia para monitorar florestas e prevenir incêndios em tempo real. 

Fundada em 2023, a Carbon Exchange criou um dispositivo capaz de aferir temperatura, umidade, pressão atmosférica, monóxido de carbono e sinais de fumaça, enviando os dados para uma plataforma que permite acompanhar áreas remotas 24 horas por dia. 

Como funciona a tecnologia da Carbon

O modelo da empresa baseia-se na venda do serviço de monitoramento, com cobrança mensal por hectare acompanhado. A tecnologia também busca atender o mercado de créditos de carbono, oferecendo uma auditoria contínua da floresta em pé. Em 2024, a Carbon Exchange faturou 400.000 reais e projeta chegar a 1,5 milhão de reais neste ano.

A empresa também prepara uma rodada Série A até 2026 e amplia sua atuação para novos estados e mercados internacionais. 

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