Revista Exame

Esta loja de semijoias quer crescer com franquias, mesmo sendo caro

A marca pernambucana de semijoias acelera o plano de expansão em franquias enquanto se prepara para um 2026 cheio de desafios

Patrícia Lira, dona da Norah Acessórios: são 16 lojas entre São Paulo e Pernambuco (Leandro Fonseca /Exame)

Patrícia Lira, dona da Norah Acessórios: são 16 lojas entre São Paulo e Pernambuco (Leandro Fonseca /Exame)

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 06h00.

A história da Norah Acessórios começa longe dos corredores de shopping e perto da porta de casa. No início dos anos 2010, desempregada, a pernambucana Patrícia Lira passou a vender roupas e sapatos de porta em porta com a mãe em Cumaru, cidade a 90 quilômetros do Recife. O negócio foi ganhando corpo até permitir a abertura da primeira loja própria. Pouco depois, veio a mudança para a capital Recife e, com ela, o salto para um centro de compras. Na tentativa de diversificar o mix, Patrícia incluiu bijuterias nas prateleiras — e o resultado foi tão forte que a operação acabou migrando de vez para o universo das semijoias.

Assim nasceu a Norah Acessórios, hoje com 16 lojas entre Pernambuco e São Paulo. Há cerca de um ano, Patrícia decidiu adotar o modelo de franquias. Seis unidades foram inauguradas nesse formato, mas as dores apareceram rápido: o custo para atrair novos franqueados subiu, o caixa ficou pressionado, e a retenção de funcionários virou um problema recorrente.

Quer receber mentoria de grandes CEOs? Inscreva sua empresa no Choque de Gestão

Daí, veio o Choque de Gestão. O especialista convidado foi Caito Maia, fundador da Chilli Beans. Na visita, Maia reforçou que a ambição de crescer não basta se a casa não estiver arrumada. De lá para cá, Patrícia ajustou o ritmo. Em vez de apenas perseguir novas praças, a Norah começou o ano de 2026 olhando para dentro. A prioridade é fortalecer a base, entender melhor o perfil de franqueados que a marca quer atrair e, só então, acelerar a próxima onda de expansão.

O horizonte de 2026 é desafiador para quem vive de fluxo em loja: muitos feriados, Copa do Mundo, eleições. No varejo, a preocupação é que tanta folga quebre o ritmo de vendas. Patrícia quer encarar o cenário de outra forma. A ideia é usar os meses cheios de eventos como gancho para atrair público. A meta declarada para 2026 é crescer até 20% em toda a rede.

Caito Maia, um dos maiores nomes da franquia no Brasil, ajuda a fundadora da Norah Acessórios a crescer neste modelo de negócio (Leandro Fonseca /Exame)

DICA DO CAITO MAIA → Busque fornecedores diretos, contrate um consultor financeiro ou reavalie a jornada de trabalho para aumentar a retenção dos funcionários.

Acompanhe tudo sobre:1283Choque de Gestão

Mais de Revista Exame

Os 50 melhores filmes do ano, segundo mais de 120 críticos do Brasil

Segurança que se vê

Como a Nomad dobrou sua base de clientes em dois anos

O hobby do CEO da Cielo é tocar surdo em bloco de Carnaval