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Twitch é o futuro do entretenimento, diz diretor da empresa no Brasil

O interesse pelas transmissões da Twitch, principalmente de jogos, transformou a empresa da Amazon na TV da geração Z. Phil Chaves, diretor comercial da operação no Brasil, explica o que deve manter a plataforma em audiência crescente

 (Alex Heidrich/Divulgação)

(Alex Heidrich/Divulgação)

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André Lopes

Publicado em 22 de julho de 2022, 06h00.

Última atualização em 25 de julho de 2022, 10h14.

Phil Chaves, diretor da Twitch no Brasil há dois anos, sabe bem que o site de streaming surfou uma onda: durante a pandemia, os videogames tiveram um boom sem precedentes, enquanto praticamente todos os outros setores culturais — de música e vida noturna a teatro e cinema — afundaram.

Com a busca por formas de aliviar o tédio do isolamento, as visualizações da Twitch, que nasceu para transmitir jogatinas, receberam um impulso e chegaram à marca de 31 milhões de usuários diários. Em conversa com a EXAME, Chaves, que já teve passagens pela Meta e pela Uber, destacou que, ainda que a empresa precise consolidar o espaço galgado, há a certeza de que as comunidades ao redor dos strea­mers serão decisivas. Confira os principais trechos da entrevista. 

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Com um mercado em constante crescimento, quais são suas expectativas para o futuro das plataformas de streaming de jogos?

A Twitch é certamente o futuro do entretenimento. Mas não só pelos jogos. Aprendemos com nosso público que as pessoas gostam de imergir e se envolver com o que elas veem nas ­lives. Por isso buscamos parcerias com canais de música, esportes e ­eSports, e criamos ambientes mais seguros para os usuários e as marcas. Por fim, monetizamos ainda mais os nossos streamers. São algumas das iniciativas que garantem a saúde da plataforma.

 E como a Twitch pretende segurar a audiência adquirida na pandemia?

A gente viu crescer o fluxo de conteúdo de jogos e de não jogos desde o início do distanciamento social. Os games sempre foram mais populares do que a maioria das pessoas imagina, mas são especialmente populares agora. Daqui para a frente, vamos contar com essa conexão gerada com as comunidades, que nos diferenciam de concorrentes. Cada chat ao vivo em uma transmissão tem seu universo próprio, e quem está ali sabe que faz parte de algo diferente.

 É como se a Twitch fosse parte da cultura gamer e da internet?

Se considerarmos que muitos streamers surgiram e cresceram nos últimos anos, e que comunidades inteiras cresceram ao redor deles, conseguimos imaginar que existe um impacto da Twitch no cotidiano das pessoas. Basta olhar para nomes como Gaules, que começou jogando e narrando ­Counter-Strike, e Casimiro, que fala de esportes. Hoje muitas conversas, memes e comportamentos nascem das lives desses streamers, e isso não tem volta.  

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