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NFTs e tokens: muito além dos milhões

Os tokens não fungíveis se notabilizaram pelas cifras milionárias, mas seu valor está no fato de que cada NFT é único e não replicável
 (Reprodução/Bored Ape Yacht Club)
(Reprodução/Bored Ape Yacht Club)
Por Gabriel RubinsteinnPublicado em 20/01/2022 05:43 | Última atualização em 23/01/2022 22:27Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Os NFTs ganharam o noticiário e as redes sociais no último ano com suas cifras bilionárias: suas vendas movimentaram 41 bilhões de dólares em 2021, grande parte com tokens que trazem consigo dados e arquivos que causaram estranheza a muita gente, como desenhos pixelados, obras de arte com valor estético duvidoso, e por aí vai. Mais importante do que as cifras, no entanto, está seu significado: NFTs são uma nova forma de interação social em um mundo em que o físico e o digital convergem cada vez mais.

Tome-se como exemplo alguns dos NFTs mais populares, como a coleção CryptoPunks, de desenhos de 24x24 pixels em estilo 8-bit (aquele de videogames antigos); o Bored Ape Yacht Club (BAYC), no qual cada token traz um desenho simples de um macaco entediado; ou até as obras de artistas contemporâneos, como Beeple e Pak: em comum, são vendidos por milhões de dólares, não exatamente por causa da arte que representam, mas porque se tornaram uma espécie de passaporte para uma comunidade e um símbolo de status. Ao comprar um desses NFTs, ou qualquer outro de grandes coleções, seu proprietário ganha acesso a uma série de benefícios.

“O desenho do macaco é o de menos. O mais legal é o que está por trás: ser parte de um grupo de pessoas que têm os macacos e as experiências às quais tenho acesso. Os macacos unem pessoas de diferentes partes do mundo, que dificilmente estariam juntas no Discord discutindo assuntos em comum. Esse tipo de coleção de NFTs cria uma comunidade, e os tokens são o passaporte para ela”, explicou André Akkari, jogador profissional de pôquer e co-CEO do time de eSports Furia, à ­EXAME. Akkari tem centenas de NFTs, sendo alguns bastante desejados, como dois BAYC, com seus desenhos de macaco que foram gerados randomicamente por um computador e que atualmente não saem por menos de 300.000 dólares, o equivalente a 1,65 milhão de reais, cada um. 

Na lista de proprietários estão também celebridades como o rapper Eminem, o jogador de basquete Stephen Curry, o apresentador Jimmy Fallon, a marca Adidas e executivos de grandes corporações. Além de participar do grupo seleto de discussões, eles ganham benefícios no mundo real. Na última prova da Fórmula 1 em 2021, por exemplo, um iate com vista privilegiada para o autódromo de Abu Dhabi tinha portas abertas para donos desses NFTs. O token também dá acesso a camarotes em Las Vegas e a festas em Nova York, entre outros eventos. É, portanto, um passaporte para diversão e networking — um artigo de luxo e exclusividade no novo mundo digitalizado para o qual a humanidade caminha.

Everydays: the First 5000 Days, do artista Beeple: vendida por 69 milhões de dólares (Bord Ape Yacht Club/Reprodução)

É preciso dizer, entretanto, que o conceito de NFT popularizado conta só uma fração do que ele representa — ao contrário do que se imagina, não é fácil ficar rico lançando uma coleção de tokens. Estimativas apontam que 90% dos NFTs à venda nunca mudaram de mãos (ou carteiras). Para ser bem-sucedido e movimentar cifras milionárias, é preciso oferecer valor, seja porque foi criado por alguém famoso ou muito talentoso, seja porque oferece acesso a uma comunidade ou a benefícios desejados. Mas, mesmo que você não compre (ou venda) um NFT de arte, os tais tokens não fungíveis ainda poderão fazer parte de sua vida. Isso porque eles são uma espécie de cripto­ativo que, diferentemente de primos famosos como bitcoin e ether, não é intercambiável. Se você enviar um bitcoin para alguém e receber outro, continuará com o mesmo ativo. No caso dos NFTs isso não acontece, porque não existem dois idênticos. É como um carro usado: não existem dois iguais, ainda que sejam do mesmo modelo, da mesma cor e do mesmo ano. É esse o conceito da não fungibilidade. E isso possibilita que os NFTs sejam usados para incontáveis aplicações.

Como os NFTs circulam em blockchains públicos e têm seus dados e informações registrados em um ambiente auditável e permanente, a tecnologia é eficiente para garantir a posse e a autenticidade do token, o que é útil para uma obra de arte, mas pode oferecer muito mais. Ingressos para shows e eventos ou documentos de identidade poderão ser NFTs. Empresas poderão usá-los como etiquetas que garantem a autenticidade e a procedência de seus produtos. Registros de imóveis, direitos autorais ou de propriedade etc. Tudo poderá ser — e eventualmente será — um NFT.

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