Dados e Ideias — Menos agências, mais fintechs

Enquanto o número de bancos diminui, o de empresas de serviços financeiros apoiados na tecnologia só cresce
 (Marcela Beltrão/Exame)
(Marcela Beltrão/Exame)
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LEO BRANCO | leo.branco@abril.com.br com reportagem de Natália Flach

Publicado em 25/10/2018 às 05:20.

Última atualização em 25/10/2018 às 05:20.

BANCOS

A proliferação mundo afora de empresas financeiras digitais, as chamadas fintechs, já mudou a vida de muita gente. As taxas de serviços bancários, antes altas e inescapáveis, hoje são coisa do passado para clientes de novos negócios, como a brasileira Nubank, que oferece contas digitais vinculadas ao cartão de crédito. Um estudo recente da Accenture Strategy, braço de inteligência de negócios da consultoria global, mediu o impacto da mudança em sete mercados, como Estados Unidos, União Europeia e Brasil, desde 2005.

O resultado: de lá para cá, muitos bancos tradicionais sucumbiram à concorrência digital. Atualmente, há 19.000 bancos nos mercados pesquisados, 20% menos do que há 13 anos. De outro lado, os novos entrantes, como as fintechs, vêm se multiplicando e hoje correspondem a 17% das instituições do setor. O Brasil acompanhou a tendência: por aqui, o número de bancos caiu 22%. Mas a fatia de negócios digitais na área ainda corresponde a apenas 7% das instituições bancárias no país.


COMÉRCIO EXTERIOR

A Indústria em baixa

A falta de competitividade da indústria brasileira fez com que o perfil das exportações mudasse nos últimos 20 anos. Os produtos manufaturados, que representavam 55% das vendas externas em 1997, foram ultrapassados por produtos básicos, como minério de ferro e grãos. Hoje, os itens industrializados respondem por 37% do total exportado, de acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais.

Entre os motivos que explicam essa substituição estão a falta de mão de obra qualificada e a infraestrutura defasada. A indústria nacional menos competitiva também é a causa do aumento das importações de produtos intermediários, como peças e insumos para a manufatura. A China é responsável pelos dois movimentos: o país é o principal comprador de commodities e também se tornou o maior fornecedor dos quase 100 bilhões de dólares em bens intermediários que o Brasil consumiu em 2017.