Empresa de live commerce quer replicar fenômeno chinês no Brasil

Ao ver shows serem pretexto para vendas online na China, Monique Lima abriu a startup Mimo, que captou com Luciano Huck e Sabrina Sato
 (Divulgação/Divulgação)
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Por Maria Clara DiasPublicado em 19/05/2022 05:39 | Última atualização em 19/05/2022 12:54Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Para a empreendedora Monique Lima, a onda das lives no começo da pandemia demonstrava uma mudança na interação entre marcas e consumidores. A dúvida era como superar a fadiga do público com tanta tela. A resposta, para ela, estava na China, terra do live commerce, um formato de entretenimento online e ao vivo com o pretexto de vender produtos ou serviços. Em 2021, 37% das vendas no comércio eletrônico chinês vieram dessa forma, o suficiente para gerar receitas de 131 bilhões de dólares, segundo a consultoria eMarketer.

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Dedicada a replicar a tendência por aqui, em 2020 Lima fundou a plataforma Mimo Live Sales ao lado de Etienne Du Jardin. O teste para o negócio aconteceu em uma loja virtual de sapatos da irmã de Lima, um empreendimento precursor do live commerce. “Seja pela quantidade de pessoas assistindo a uma live, seja pelo engajamento, as marcas querem essa visibilidade”, diz Lima.

O negócio da Mimo hoje é desenvolver uma tecnologia plugada ao site ou app dos clientes para habilitar a transmissão ao vivo como um canal de vendas. A Mimo também produz conteúdos online para convencer lojistas a aderir à moda. Em três meses de operação, a startup já havia conquistado clientes de peso, como a varejista Imaginarium e o gigante de cuidados pessoais Johnson & Johnson, além de um aporte de 2,3 milhões de reais de investidores convencidos do potencial do live commerce, entre eles os apresentadores Luciano Huck e Sabrina Sato. No ano passado, a Mimo captou mais 5 milhões de reais.

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Ao que tudo indica, entreter os consumidores é o que deve ditar os rumos do e-commerce daqui em diante. No mundo, as vendas pelo comércio ao vivo podem chegar a 20% das receitas totais do comércio eletrônico até 2026, segundo a consultoria McKinsey. A projeção alimenta o otimismo das sócias da Mimo. A startup não revela valores de faturamento, mas diz estar em crescimento. Para ter caixa para o que está por vir, as sócias preparam nova rodada de investimento. “Estamos na primeira curva de crescimento. Há muito a fazer”, diz.

(Arte/Exame)