Espécie adaptada

Chega ao Brasil o e-tron, primeiro carro elétrico da Audi. Mas sem festa nem pompa em tempos de pandemia

Desde sua chegada ao Brasil em 1994, pelas mãos do tricampeão Ayrton Senna, a Audi tratou de envolver seus lançamentos em apresentações espetaculares, como transporte de carro por helicópte­ro pelo céu de São Paulo e adaptação de uma balsa para operar como concessio­nária durante o dia e centro de lazer à noite, no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo. Neste ano, a apresentação do e-tron também promete causar. Trata-se, afinal, do primeiro carro elétrico da marca, uma bússola apontando o futuro da montadora alemã. Estava tudo certo para um grande evento em maio. Mas no meio do caminho tinha uma pandemia.

A apresentação para a imprensa, normalmente em roteiros cinco estrelas por estradas e pernoites em hotéis de alto padrão, mudou radicalmente. Foi feita de forma individualizada, em um centro técnico da marca em São Paulo, e cada jornalista chegava na hora marcada para receber o carro, devidamente esterilizado e abastecido com máscara e álcool em gel, tudo aos olhos atentos de um serviço médico. Ao final do dia, o e-tron voltava para a base, onde era novamente higienizado e preparado para outra sessão de avaliação.

A estimativa inicial é que seriam vendidas 200 unidades neste ano — e alguns clientes até já reservaram o carro. O e-tron foi lançado mundialmente em dezembro de 2018, em Abu Dhabi, ocasião em que este repórter esteve presente e rodou por 400 quilômetros com o elétrico, entre deserto, terra e asfalto. O SUV que chega ao Brasil é o mesmo, estiloso, clean. Mudou apenas o pacote de opcionais. Logo quis saber se os espelhos retrovisores futuristas estariam na versão tropicalizada. Sorri quando fui informado que sim.

Com o silêncio do motor, são os olhos do motorista que informam se o carro está funcionando, monitorando as atividades no painel. Outra forma é pisar no acelerador e observar a paisagem passando rapidamente, sem trancos nem mudança de rotação, a até 200 quilômetros por hora, se limites de velocidade não houvesse. Sorte de quem pôde acelerar , antes da pandemia, seus 400 cavalos no deserto.

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